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Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena

Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena. Diploma de criação e área. Enquadramento. Caracterização. Valores Naturais. Flora e fauna. Património construído. Artesanato. Atividades. Percurso Pedestre.

PP Local Rocha da Pena - logótipo 

 

 
 
 

Enquadramento

A Paisagem Protegida da Rocha da Pena, criada no âmbito do Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho, situa-se nas freguesias de Salir e Benafim, tendo como objetivos proteger e conservar os valores físicos, estéticos, paisagísticos e biológicos do Barrocal, fomentando de forma equilibrada o desenvolvimento económico, social e cultural da região.
 
 

Caracterização

Encosta sul - Rocha da Pena - CM Loulé
Encosta sul (® Câmara Municipal de Loulé).

A Rocha da Pena é uma cornija escarpada de calcários muito duros, cujo planalto tem, aproximadamente, 2 km de comprimento e uma escarpa com cerca de 50 m de altura. A altitude máxima deste local é de 479 m. Ao longo dos anos, a sua rocha calcária tem sofrido uma lenta erosão química, dando origem a fendas e grutas.

 

Valores Naturais

 
Flora
Narcissus calcicola - CM Loulé Paeonia broteroi Rosa-albardeira - CM Loulé
Narcissus calcicola e rosa-albardeira Paeonia broteroi (® Câmara Municipal de Loulé).
 
Uma das riquezas da Paisagem Protegida é a grande diversidade da sua flora, possuindo mais de 500 espécies, das quais algumas são endémicas e muitas outras são medicinais e aromáticas. Das espécies endémicas destaca-se o Narcissus calcicola [PDF 148 KB], endémica de Portugal e a palmeira-anã ou palmeira-das-vassouras Chamaerops humilis, a única palmeira espontânea da Europa, utilizada para o fabrico de produtos artesanais. Nas espécies medicinais encontra-se a milfurada Hypericum perforatum e a avenca Adianthus capillus veneris. Nas espécies aromáticas destaca-se o rosmaninho Lavandula stoechas e o alecrim Rosmarinus officinalis. Podem-se ainda encontrar oliveiras Olea europaea, alfarrobeiras Ceratonia siliqua e o carvalho-cerquinho Quercus faginea.
 
Fauna
Devido à sua localização geográfica, a Paisagem Protegida possui uma grande diversidade de avifauna, tendo sido avistadas cerca de 122 espécies que, na sua maioria, são residentes, embora também se encontrem aves migratórias, invernantes, nidificadoras e estivais.
 
Das aves residentes destacam-se o gaio Garrulus glandarius, reconhecido pelo seu chamamento ruidoso, o búteo ou águia-de-asa-redonda Buteo buteo, uma ave de rapina bastante comum por toda a Europa, e a águia-de-bonelli Hieraaetus fasciatus [PDF 338 KB] syn Aquila fasciata [PDF 161 KB], registando-se, neste caso, apenas a presença regular de um casal.
 
A garça-real Ardea cinerea [PDF 110 KB] e o tordo-ruivo Turdus iliacus são aves invernantes. Das aves nidificantes estivais, pode-se observar o abelharuco Merops apiaster, que escava um túnel comprido nas barreiras para nidificar, e o cuco-canoro Cuculus canorus, que deposita os seus ovos no ninho de outras aves.
 
Além da avifauna, ocorrem também, na Rocha da Pena, mamíferos como o coelho Oryctolagus cuniculus [PDF 157 KB], o javali Sus scrofa e pequenos predadores como a raposa Vulpes vulpes, a gineta Genetta genetta e o sacarrabos Herpestes ichneumon. Também ali existem duas espécies de morcegos, o morcego-de-peluche [PDF 76 KB] Miniopterus schreibersii [PDF 155 KB] e o morcego-rato-pequeno [PDF 79 KB] Myotis blythii [PDF 155 KB], espécies consideradas em perigo de extinção.
 
 

Património construído

Nora - CM Loulé
Nora (® Câmara Municipal de Loulé).
 
A Rocha da Pena tem tido uma grande influência na história local. 

No topo da Rocha da Pena existem dois amuralhamentos em pedra, que se julga remontarem à Idade de Ferro. Os amuralhamentos foram mais tarde utilizados pelos Mouros que se refugiaram no Planalto da Rocha, durante a reconquista de Portugal pelo rei cristão D. Afonso III, quando o Castelo de Salir foi tomado por D. Paio Peres Correia. Devido a esse facto, a gruta ficou conhecida até hoje como Algar dos Mouros.
 
As povoações circundantes da Rocha da Pena também são ricas em património construído. Destacam-se, na Aldeia da Penina, um portal em arcada e uma chaminé datada de 1827. No Vale do Álamo encontram-se várias noras em diversos estados de conservação. 
 
Na encosta oriental da Rocha da Pena podem ainda encontrar-se dois moinhos praticamente em estado de ruína, conhecidos como os Moinhos da Pena.
 
 

Atividades


Percurso pedestre
Na Paisagem Protegida, é possível efetuar um percurso pedestre com uma extensão aproximada de 4,7 km, que permite à e ao visitante conhecer alguns aspetos importantes da flora, fauna, geologia e património, assim como desfrutar de uma paisagem deslumbrante. Contudo, ao efetuar este percurso, deverá ter alguns cuidados, nomeadamente seguir sempre pelos trilhos demarcados e aconselhados, não fazer fogueiras nem colher plantas ou perturbar a fauna.

 

Fotos gentilmente cedidas pela Câmara Municipal de Loulé.

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