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Monumento Natural das Portas de Ródão

Monumento Natural das Portas de Ródão. Diploma de criação e área. Caracterização. Património natural e cultural.
MNPR - panorama - CGV
Panorama das Portas de Ródão vistas de jusante (® Cristina Girão Vieira).
 
 
 

Caracterização

As Portas de Ródão constituem uma ocorrência geológica e geomorfológica localizada nas duas margens do rio Tejo, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Nisa. Este conjunto natural sobressai pela imponente garganta escavada pelo rio nas cristas quartzíticas da serra do Perdigão, com um estrangulamento de 45 m de largura.

Esta área caracteriza-se pela existência de um relevante património natural, onde se destaca o geossítio das Portas de Ródão entre outros valores geológicos, biológicos e paisagísticos. Este geossítio evidencia particularidades geológicas, geomorfológicas e paleontológicas. A estas, associam-se as formações vegetais naturais, onde se destacam os zimbrais, a avifauna rupícola e o património arqueológico, testemunho de uma presença humana com centenas de milhares de anos.
 
MNPR - zimbro - CGV MNPR - vista de cima - CGV
Zimbro e as Portas de Ródão vistas do "castelo do rei Wamba" (® Cristina Girão Vieira).

De facto, a área compreende também um importante património cultural, constituído por sítios arqueológicos, que documentam a presença humana desde o Paleolítico Inferior, e por manifestações culturais de natureza etnológica, resultantes de um modo de vida muito próprio de uma população ribeirinha, que encontrou no rio Tejo o fator de contacto entre gentes e regiões física e geograficamente afastadas.
 
A qualidade, diversidade e relevância dos valores em presença conferem ao local um elevado valor científico, pedagógico e didático. O caráter notável das Portas de Ródão justifica, de per si, a importância da sua classificação.

Esse caráter é reforçado pelo facto de a singularidade e a importância que as Portas de Ródão assumem em termos regionais e nacionais justificarem, plenamente, a classificação de uma área que, centrada nesta garganta quartzítica, inclui também terrenos adjacentes, situados nas duas margens do Tejo, onde se localizam os principais valores que carecem de uma adequada conservação e proteção com vista à manutenção da sua integridade. 
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