Classificação | Caracterização
Dunas e passadiço de acesso ao litoral (®Artur Viana).
Classificação
A orla costeira marítima nortenha tem vindo a sofrer agressões diversas, que vão desde os loteamentos clandestinos ao "urbanismo " desordenado, passando pela extração descontrolada de areias aunares e pelo sacrifício de ecossistemas de rara importância. Com vista a obstar a esta situação, foi da iniciativa da Assembleia Municipal de Esposende propor a classificação como Área Protegida de toda a costa compreendida entre Apúlia e a foz do Neiva, numa extensão de 18 km.
Estas palavras, extraídas do preâmbulo do Decreto-Lei que criou esta Área Protegida, datam de 1987 e contêm o essencial dos argumentos que conduziram à classificação do litoral de Esposende como Paisagem Protegida e, recentemente, à sua reclassificação como Parque Natural. Esta Área Protegida foi criada com o intuito de conservar os seus valores naturais, físicos, estéticos, paisagísticos e culturais.
A razão primeira da classificação - Decreto Regulamentar nº 6/2005, de 21 de julho, incialmente como Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende - e depois como Parque Natural do Litoral Norte prende-se com a conservação do cordão litoral e dos seus elementos naturais físicos, estéticos e paisagísticos.
Note-se que, nesta zona, a preservação do sistema dunar é uma das condições indispensáveis à própria fixação de uma linha de costa atualmente sujeita a forte erosão.
- O que é um Parque Natural.
Caracterização
Este Parque Natural estende-se ao longo de 16 km da costa litoral norte, entre a foz do rio Neiva e a zona da Apúlia, em área administrada pelo município de Esposende e que abrange parte das freguesias de Antas, Apúlia, Belinho, Esposende, Fão, Gandra, São Bartolomeu do Mar e Marinhas. A superfície deste Parque Natural é de 8.775 ha, sendo 7.703 ha de área marinha e os restantes 1.072 ha de área terrestre. Está rodeada pelos concelhos de Viana do Castelo e Póvoa do Varzim, nos limites norte e sul, respetivamente.
É constituída por praias de mar e de rio (Neiva e Cávado), aos quais se associam recifes, dunas primárias e secundárias (com largura variável entre 50 e 300 m), o cabedelo do rio Cávado, lagunas costeiras, zonas de pinhal, algumas manchas de carvalhal e ainda campos agrícolas junto aos limites norte e sul. Considerada zona de utilidade pública, abarca toda a área de baldio municipal conhecido como Suave-Mar e a sul, desenvolve-se até ao limite administrativo do Concelho, na zona de “masseiras” da Apúlia.
Praticamente todo o Parque se situa abaixo da cota dos 10 m. Apenas uma pequena área a norte, que engloba a aglomeração do lugar da Guilheta, e algumas dunas, a sul, se situam a altitudes que variam entre os 10 e os 20 m. A área marinha é caracterizada pela ocorrência de numerosos baixios (Cavalos de Fão, Pena) e na zona abrangida pelo Parque as profundidades não ultrapassam os 50 m.
Para além de inúmeras ribeiras que desaguam diretamente no mar, os principais cursos de água que atravessam o Parque são os rios Cávado e Neiva, o primeiro com um estuário de maiores dimensões e ambos com a foz no oceano.
A pequena distância (de 700 m a cerca de 2 Km) do PNLN desenvolve-se a EN13, estabelecendo a ligação de Valença ao Porto, o que permite a circulação na área de fluxos importantes de turistas nacionais e estrangeiros. Na sua proximidade localizam-se aglomerados populacionais mais ou menos importantes, com especial relevo para as povoações da Apúlia, Fão, Esposende, Marinhas, Mar, Belinho e Antas.
Mapa
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