História | Cultura

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Paisagem e património histórico-cultural do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Salinas Rio Maior CGV
Salinas (® Cristina Girão Vieira).
 

O património construído está diretamente associado ao material dominante - o calcário - que assume as mais diversas formas, construídas pacientemente pela mão humana. Destacam-se as formas de delimitação da propriedade, cujos muros de pedra seca, denominados "cerrados" ou "chousos" são disso testemunho, constituindo uma imagem de marca para este território.

Chouso Maroiços
Chouso e maroiços (aglomerados de pedras tiradas dos terrenos para permitir a agricultura).

As formas naturais e construídas, ligadas à recolha, transporte e armazenamento de água, como pias, caleiras e pequenos aquedutos, cisternas e poços.

cisterna Pia
Cisterna e pia.

As formas arquitetónicas ligadas à economia das populações e testemunhada pela abundância de moinhos de vento (moagem de cereais), lagares, azenhas, etc..

Finalmente, as tipologias habitacionais, casas com pátio, casas com alpendre, de proporções modestas, mas denotando equilíbrio e harmonia no seu conjunto.

A presença humana é atestada desde o paleolítico. A estrada romana de Alqueidão da Serra testemunha caminhos antigos. Têxtil, curtumes, agricultura, criação intensiva de gado e indústria extrativa de pedra e argila justificam, na atualidade, a presença de numerosa população.

Tecedeira Pedreira
Tecedeira e pedreira.

As marinhas de sal na Fonte da Bica, concelho de Rio Maior, foram classificadas como Imóvel de Interesse Público, através do Decreto n.º 67/97, de 31 de dezembro. "As Salinas da Fonte da Bica, também conhecidas por Marinhas de Sal de Rio Maior, são um património e uma atividade emblemáticos do concelho, a ponto de haver uma referência às suas pirâmides no próprio brasão autárquico. A exploração testemunha-se desde os tempos romanos e terá continuado pela Idade Média, havendo documentos que referenciam a atividade desde, pelo menos, 1177 (diploma em que parte das salinas passaram para a posse dos Templários). No séc. XV, o conjunto era suficientemente importante para o próprio monarca, D. Afonso V, ser proprietário de cinco talhos. As salinas implantam-se no sopé da serra dos Candeeiros e têm a particularidade de se localizar a cerca de 30 km do oceano Atlântico, facto que constitui um verdadeiro fenómeno natural. Este é formado a partir de uma jazida de sal-gema que é atravessada por um dos muitos cursos de água subterrâneos que percorrem o território calcário. A jazida contém um poço-mãe, de aproximadamente 8 m de profundidade e 4 de largura, que é, desde há séculos, o verdadeiro centro alimentador desta indústria." in Sítio do Igespar

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