Fauna

Fauna
Fauna do Parque Natural do Tejo Internacional.

Ciconia nigra Cegonha-preta
Cegonha-negra Ciconia nigra.

O Parque Natural do Tejo Internacional alberga um importante cortejo faunístico, incluindo mais de duzentas espécies de vertebrados. De entre estas últimas, 11 são consideradas “em perigo”, 13 “vulneráveis” e outras tantas “raras”.

Entre os mamíferos, presença da lontra Lutra lutra, do gato-bravo Felis silvestris e do toirão Mustela putoris. Avifauna numerosa com destaque para a ocorrência de espécies com estatuto de “em perigo”, como a cegonha-preta Ciconia nigra, o abutre-preto Aegypius monachus e a águia-real Aquila chrysaetos.

Presença de alguns peixes com o estatuto de “raro” como a boga-de-boca-arqueada Chondrostoma lemmingii e com o estatuto de “comercialmente ameaçado” como a enguia Anguilla anguilla.

Felis silvestris Gato-bravo  Aegypius monachus Abutre-preto
Gato-bravo Felis silvestris e o grande abutre-preto Aegypius monachus.

Cegonha-preta Ciconia nigra

É uma espécie ameaçada, de distribuição muito localizada em Portugal continental. Constrói os seus ninhos em escarpas e árvores de grande porte, normalmente em zonas inóspitas. Frequenta as zonas mais áridas e isoladas do interior, como é o caso do vale do Tejo e de alguns dos seus afluentes. Espécie nidificante, permanece em Portugal entre fevereiro e setembro.

Grifo Gyps fulvus

Hoje em dia a maior parte da população de grifo existente no nosso país encontra-se limitada aos vales alcantilados do Douro e Tejo internacionais e seus afluentes. No Parque Natural do Tejo Internacional, esta ave pode observar-se ao longo dos rios Tejo e Erges, sobretudo em Segura e Salvaterra do Extremo (ver percursos pedestres). 

Abutre do Egito Neophron percnopterus

Frequenta zonas pouco povoadas do interior e pouco arborizadas, nidificando nos vales alcantilados e quentes, preferindo a existência de terrenos de caça abertos e de fragas com fendas, onde constrói os ninhos. A sua população, a exemplo dos restantes países europeus onde nidifica, parece estar em declínio. A sua presença no Tejo Internacional verifica-se a partir de fevereiro.

Águia-real Aquila chrysaetos

Espécie “em perigo” que necessita de grandes territórios de caça, com escassa presença humana e com locais escarpados para nidificar que, no caso desta Área Protegida, são as escarpas das encostas do rio Tejo e seus afluentes.

Águia de Bonelli Aquila pennata

À semelhança do que sucede noutros países, a população portuguesa desta espécie encontra-se em declínio. Esta ave prefere zonas escassamente habitadas, com alguns espaços abertos, que utiliza como território de caça. Constrói ninhos em escarpas, quer nos vales encaixados dos rios quer em grandes árvores em zonas inóspitas.

Aquila chrysaetos - Águia-real Aquila fasciata águia de Bonelli
Águia-real Aquila chrysaetos (®AJBarros) e águia de Bonelli Aquila pennata.

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