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Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira

Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira
Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira. Diploma de criação. Área. Caracterização.
 

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                                     Aspetos da Paisagem Protegida local das Serras do Socorro e Archeira

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  • Criação: Edital nº 64/2012, D.R. 2.ª série - N.º 12 – 17 de Janeiro de 2012, Edital nº 1169/2015, D.R. 2.ª série - N.º 249 – 22 de Dezembro de 2015.
  • Área: 1223 ha.

 

CARACTERIZAÇÃO

A Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira (PPLSSA) destaca-se da envolvente em termos morfológicos e é constituída pelas Serras do Socorro, Archeira, Galharda e Monte Deixo, apesar de serem as primeiras duas que merecem mais destaque e cuja toponímia é localmente mais reconhecida. Os 1223 hectares da paisagem protegida local do concelho de Torres Vedras estão distribuídos maioritariamente pelas Freguesias do Turcifal e União das Freguesia de Dois Portos e Runa englobando ainda pequenas áreas da União de Freguesias de Santa Maria, São Pedro e Matacães. A área confina a Sul com o concelho de Mafra, onde se desenvolve a encosta Sul da Serra do Socorro.

A PPLSSA apresenta elementos com valor patrimonial em termos naturais, históricos, culturais e paisagísticos.

 

PATRIMÓNIO NATURAL

BIODIVERSIDADE

FLORA

Estruturas vegetais com cercais e matagais, mosaico agrícola e florestal, estruturas ripícolas em diversos estádios de equilíbrio ao longo das linhas de água, onde espécies como orquídeas ocorrem com frequência.

Espécies com estatuto de proteção legal:

  • Arabis sadina, Iberis procumbens, Lírio-amarelo, Maios-do-campo, Junco, Narciso, Campainhas-amarelas, Salgueiro-branco, Borrazeira-branca, Silene longicilia, Azevinho-menor, Gilbardeira, Erva-dos-vasculhos, Erva-azeitoneira, Tomilho-peludo, Tojo-da-chouveca e Tojo-gatunho.

 

Plantas com elevado valor patrimonial:

  • Carrasco-da-arrábida, Carrasco-arbóreo, Carrasqueira, Arabis lusitanica boiss, Rosa-albardeira, Orquídea, Bocas-de-lobo, Erva-bezerra, Papões, Ulex airensis, Tojo-durázio, Falso-açafrão, Orégão-maior, Avena, Tomilho, Abrunheiro e Ameixeira-brava.

 

Arabis sadina
Arabis sadina

Para quem se aventure na descoberta deste território no início da primavera, uma das surpresas é encontrar uma rosa-albardeira. É uma planta muito bela no estado selvagem, uma verdadeira joia da nossa flora.   

rosa albardeira     Narciso
               Rosa Albardeira (Paeonia broteroi)                   Narciso ( Narcisus calcícola Mendonça)


Carrasqueiro.jpg     Quercus faginea
              Carrasqueiro (Quercus x airensis)                          Quercus faginea (subsp. Broteroi)


Fauna

Na fauna destaca-se a diversidade de espécies de pequenos mamíferos, borboletas e aves.

  • Aves: Cartaxo, Cuco, Estorninho preto, Melro, Pintassilgo, Trigueirão e Peneireiro Vulgar.
  • Mamíferos: Entre os quais a Geneta, Texugo, Raposa, Coelho bravo, Fuinha, Ouriço-Cacheiro, Saca Rabos e Toirão.
  • Borboletas: Papilio Machaon, Iphiclides feisthamelli, Zeryntia rumina, Thymelicus sylvestris, Pieris brassicae, Pieris rapae e Colias croceus.

estorninho-preto     coelho-bravo     borboleta           Estorninho preto                                     Coelho Bravo                                           Borboleta
                (Sturnus unicolor)                                            (Oryctolagus Cuniculus)                        (Thymelicus acteon)

 

PATRIMÓNIO PALEONTOLÓGICO E GEOLÓGICO DA PPLSSA

As serras da Archeira e do Socorro enquadram-se geologicamente na bacia lusitânica, a qual resultou da distensão da crosta terrestre associada às primeiras fases da fragmentação do supercontinente pangeia, que ocorreu a partir do início do mesozoico (200 milhões de anos).

Na Serra da Archeira encontram-se expostos sedimentos pertencentes ao Cretácico Superior, onde se registam vários grupos de fósseis de invertebrados, em particular moluscos cefalópodes, bivalves e gastrópodes, que demonstram uma clara influência marinha, correspondendo a momentos de avanço do mar sobre o continente.

A presença de atividade vulcânica, que se desenvolve a partir do cretácico superior, está representada pelo cone vulcânico que compõe a Serra do Socorro, com os seus basaltos de tons vinosos.

É ainda de destacar a presença de um tronco fóssil de Araucária, localizado nas proximidades da localidade da Cadriceira, correspondente ao Jurássico Superior Português, dado como um dos troncos de maior dimensão desta espécie quando descoberto em 1908.

 

PATRIMÓNIO CULTURAL

Ermida de Nossa Senhora do Socorro

No topo da Serra do Socorro, erigiu-se, em inícios do séc. XVI a Ermida de Nossa Senhora do Socorro conservando-se ainda elementos arquitetónicos manuelinos, nomeadamente o alpendre, a abóbada da nave e o portal lateral Sul. O templo foi objeto de restauro, em meados do séc. XVIII e na segunda década do século seguinte. Nesta intervenção, encerrou-se o primitivo alpendre, limitando-se o acesso à capela por um novo arco triunfal.

Dada a sua elevação, foi um dos locais escolhidos para a implantação de um telégrafo durante a Guerra Peninsular, em 1810, permitindo a comunicação entre os postos da 1.ª e 2.ª Linhas.

Este local é palco de uma importante romaria em 5 de Agosto e é também um dos miradouros naturais com maior relevância na Região Oeste.

 

Moinhos

O moinho de vento de torre fixa em alvenaria e tração por sarilho é o tipo de moinho mais característico da Região Oeste e a sua presença é frequente na PPLSSA.

O seu edifício, de forma cilíndrica, é uma construção robusta de pedra e cal, com uma base de cerca de cinco metros e meio de diâmetro e quatro metros e meio de altura. O topo é coberto por uma estrutura de madeira com tábuas, serapilheira ou lona, revestida a alcatrão - o capelo. No seu interior podemos observar o sarilho, mecanismo que permite rodar a copa do moinho e o mastro conforme a orientação do vento. O mastro é composto por oito velas de pano e cerca de doze a quinze búzios.

moinho na serra da Archeira
                                             Moinho na Serra da Archeira

  

Centro Interpretativo da da Serras do Socorro

Inserido na Rota Histórica das Linhas de Torres, esta área expositiva foi inaugurada em Novembro de 2008, pelo Município de Mafra.

A exposição patente organiza-se em três núcleos: a História e Património da Serra do Socorro, as Comunicações Visuais na Guerra Peninsular e o Telégrafo da Serra do Socorro.

O Centro Interpretativo encontra-se instalado na área anexa à ermida de Nossa Senhora do Socorro.

Centro interpretativo                                               Centro Interpretativo da Paisagem local das Serras do Socorro e Archeira

 

Centro Interpretativo da PPLSSA

O Centro Interpretativo da Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira constitui um elemento de planeamento e apoio à gestão da paisagem protegida local, dinamizador de diversas atividades e pólo promocional de produtos locais. Este espaço é utilizado para divulgação daquele território.

Este equipamento situa-se na sede da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Cadriceira, no Largo da Juventude, Cadriceira, freguesia do Turcifal.

Neste espaço é possível disfrutar de diversos valores gastronómicos (bolos, doces, biscoitos, bolachas, compotas, licores) acompanhadas de um bom vinho da região e apreciar algumas peças de artesanato.

 

Fortificações das Linhas de Torres

Forte da Archeira

O Forte da Archeira localizado num local estratégico do sistema defensivo das Linhas de Torres (obra militar n.º 128) é uma estrutura de grande dimensão, pertencia à Primeira Linha Defensiva, a par com os fortes de Catefica e Feiteira, localizados um pouco mais a norte, cujo objetivo seria a defesa dos vales de Ribaldeira e Runa.

Apresenta um perímetro de 436,48m e uma área de cerca de 9.534,44m2, estava munido com 6 bocas-de-fogo (calibre 12) e uma guarnição de 500 homens. Apesar de não possuir canhoneiras, no seu interior existem vestígios do que aparenta ser um paiol semienterrado.

Forte da archeira
                              Forte da Archeira

Forte da Feiteira

Forte da Feiteira de dimensão média (obra militar nº 129), apresenta um perímetro de 287,5m e uma área de cerca de 5.901m2, estava munido com 13 canhoeiras, 9 bocas-de-fogo (seis de calibre 9 e três de calibre 12) e uma guarnição de 350 homens.

O fosso tem escarpa e contra escarpa em alvenaria e os travezes interiores bem definidos, com cama em alvenaria.

 Forte da Feiteira
                                Forte da Feiteira

 

Forte de Catefica

Forte de Catefica está integrado na Primeira Linha de Defesa e está localizado a norte dos Fortes da Feiteira e Archeira. Obra militar n.º 130, é uma estrutura de pequena dimensão, constituída por 15 canhoneiras e travezes, tendo no seu interior um moinho, que provavelmente terá sido utilizado como paiol.

Junto ao forte de Catefica, existem vestígios do troço de estrada militar em bom estado de conservação.

Estrada militar na serra da Archeira
                            Estrada Militar na Serra da Archeira

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