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Classificação | Caracterização

Classificação | Caracterização
Porque foi classificada a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto. Caracterização e mapa.
RNDSJ - vegetação dunar
Vegetação da duna primária ou branca. 

Classificação

As formações dunares são zonas muito sensíveis, devido à sua constituição arenosa. São de enorme importância pois são a melhor defesa contra a intensidade dos ventos, das areias e dos avanços do mar. Conservar o património geomorfológico, florístico e faunístico das dunas é impedir o avanço do mar e salvaguardar a vida das populações. Na época, também pesou na classificação o facto de São Jacinto albergar a colónia de garças mais setentrional do país.  

A Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto abrange uma área aproximada de 960 ha, dos quais 210 ha correspondem à área marítima.

Fica situada no extremo da península que se estende entre Ovar e a povoação de S. Jacinto. É limitada a poente pelo oceano Atlântico e a nascente por um dos braços da ria de Aveiro.

Do ponto de vista da divisão administrativa do território, a Área Protegida ocupa parte da freguesia de S. Jacinto no concelho Aveiro, sendo o seu território do domínio privado do Estado.

A gestão da área tem por base um Plano de Ordenamento e respetivo regulamento.

É servida pela Estrada Nacional nº 327 e fica localizada por estrada, a cerca de 25 km de Ovar, a 55 km de Aveiro e a 60 km do Porto.

São objetivos da Reserva Natural:

  • proteger o ecossistema dunar e o património natural a ele associado, incluindo a sua flora e fauna;
  • promover ações de sensibilização ambiental; e
  • promover e divulgar os seus valores naturais, estéticos e científicos.


Quando foi criada, em 1979, ficaram definidas zonas com utilização específica:

  • Reserva de recreio – inclui duas zonas de praia, desde o oceano até às dunas; zona de mata entre a E.N. 327 e a linha de alta tensão. Livre desembarque e acesso de pessoas, em lugares próprios;
  • Reserva natural parcial – constituída por toda a área florestada, à exceção da Reserva de recreio. Acesso condicionado; e
  • Reserva natural integral – inclui toda a zona de dunas estabilizada e zona de areal. Interdito o acesso de pessoas, bem como qualquer tipo de atividade. 

 

Caracterização

Outrora, locais como Ovar, Estarreja, Aveiro ou Mira confrontavam-se, diretamente, com o oceano. Uma ampla baía antecedeu a laguna contemporânea que adquiriu a sua configuração atual a partir do século X.

A ação conjugada de ventos, correntes marinhas e de sedimentos carreados pelos rios criou duas flechas arenosas, uma progredindo de Espinho para sul e outra, subindo em latitude a partir do cabo Mondego. Uma autêntica muralha de areia fechou por completo a baía, impedindo que as águas do mar e dos rios se misturassem.

A abertura artificial do canal da Barra, no início do século XIX, veio permitir que novamente a água salgada do mar se misturasse à água doce dos rios. É a origem da Ria de Aveiro.

A área central da ria alberga várias ilhas, separadas por numerosos esteiros e canais - Ovar, Murtosa, Vagos e Mira - bancos de areia e de vasa, sendo defendida do mar por um cordão arenoso com cerca de meia centena de quilómetros.

A zona lagunar é envolvida por extensa e fértil planície em que se situam as lagoas de Esmoriz e de Paranhos a norte, e as de Mira, Tocha e Quiaios a sul.

No extremo do cordão arenoso que se estende entre Ovar e a povoação de São Jacinto, limitada a poente pelo Oceano Atlântico e a nascente por um dos canais da Ria de Aveiro, a Reserva Natural quase se esbate diante da grandeza do cenário envolvente. Nela, um cordão dunar bem conservado, consolidado por vegetação espontânea, confina com uma área florestada a partir dos finais do século XIX, com o objetivo de fixar as areias.

Entre 1981 e 1984 foram abertos diversos charcos, atualmente frequentados por inúmeras aves aquáticas da Ria. 

Mapa

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RNDSJ - mapa com legenda

 

RNDSJ - logótipo

O anatídeo presente no símbolo desta Reserva Natural alude à importância avifaunística da mesma. Relembre-se que os charcos artificiais nela abertos constituem atualmente importante refúgio para numerosas aves, nomeadamente as populações de patos da Ria de Aveiro.

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