História | Cultura

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Paisagem e património histórico-cultural da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto.

Barco na Ria de Aveiro Cristina Girão Vieira
Barco de pesca na Ria de Aveiro (® Cristina Girão Vieira).

S. Jacinto

"É neste ponto, depois da barra, que a ria desvanecida se imaterializa e atinge a perfeição suprema. S. Jacinto das Areias, pintado de vermelho e envernizado de novo, revê-se no espelho límpido das águas. Adiante há um pinheiral na duna, pequenino e já misterioso." Raul Brandão in "Os Pescadores"


Uma imensidão de areia, chamou a atenção dos frades dominicanos, quando por ali passeavam. As bateiras e as redes de pesca, que por ali se encontravam, anunciavam um local de pescadores. Uma capelinha muito antiga, quase soterrada, foi motivo de visita. Ela guardava no seu interior uma imagem de Nossa Senhora, a Senhora das Areias, a quem os pescadores dirigiam as suas preces nas horas de aflição. Assim tinha sido com os seus pais, os seus avós, os seus antepassados. Estávamos em pleno século XV.

A ria, o mar, os pescadores, a extensão do areal, era o cenário ideal para o recolhimento e oração dos frades. E ali voltaram sempre. S. Jacinto, foi a designação dada ao seu lugar de eleição, honrando um santo da Ordem. Por respeito à tradição local a padroeira continuaria a ser a Senhora das Areias. E assim continua.

A plantação da Mata de S. Jacinto a partir de 1888, a Base Militar em 1918 e, em 1940, a construção dos Estaleiros de S. Jacinto foram acontecimentos decisivos, na fixação da população ao local e motores do seu progresso.

A partir de 1953, é elevada a freguesia do concelho de Aveiro, e, segundo o último censo, tem hoje uma população residente de 983 habitantes.

Envolvida por um ambiente natural de excecional beleza, a atividade turística surge agora como a grande oportunidade, que importa saber ganhar.
 

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