Habitats

Habitats
Habitats da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

RNSCMVRSA - sapal 1
Sapal. 

Habitats naturais e seminaturais, de acordo com a Diretiva Habitats

Estuários

Este habitat é muito complexo, sendo o resultado do conjunto de diversos habitats mais simples também aqui enumerados. É o habitat com maior expressão na Reserva, sendo o motivo da sua criação. Encontra-se num bom estado de conservação, embora a expansão de salinas industriais em detrimento das tradicionais (que correspondem a habitats também importantes nos estuários) contribua para o seu empobrecimento.

Lodaçais e areais a descoberto na maré baixa

Habitat frequente na Reserva. Apresenta elevada tipicidade, estando os dois subtipos presentes. O subtipo 2 – Bancos de sedimentos intertidais com Zostera noltii – é frequente especialmente no esteiro da Carrasqueira, o subtipo 1 – Lodaçais e areais desprovidos de vegetação vascular – ocorre em toda a área do habitat.

Vegetação anual primaveril graminóide de salgados

Habitat bem representado na Reserva, especialmente típico nas pastagens salinas a norte de Vila Real de Santo António, mas presente por todo o sapal secundário pastoreado. É composto por uma grande diversidade de herbáceas, maioritariamente anuais, sendo algumas típicas de zonas salinas como Parapholis incurva, Hordeum marinum e Sphenopus divaricatus; e outras generalistas como Juncus bufonius, Plantago coronopus e Bellis annua.

Prados de Spartina (Spartinion maritimae)

Habitat bem representado na Reserva. Distribui-se ao longo do Guadiana, penetrando ligeiramente pelos esteiros da Lezíria e da Carrasqueira, mas ocupa somente uma estreita faixa na zona de oscilação da maré. Consiste em formações monospecíficas de Spartina maritima.

Prados salgados mediterrânicos (Juncetalia maritimi)

Habitat pouco representado na Reserva, surgindo nos locais com menor influência de água salgada (mas sempre com alguma) como nas cabeceiras dos esteiros e nas margens mais húmidas dos sapais secundários. A espécie característica mais frequente é Juncus acutus, estando as outras na generalidade ausentes, pelo que a tipicidade é baixa.

Matos halófilos mediterrânicos e termoatlânticos (Sarcocornietea fruticosae)

  • Subtipo 1 – Sapal baixo de Sarcocornia perennis subsp. perennis
    Habitat bem representado, sobretudo na Reserva, onde ocupa as margens dos esteiros e do rio. Está sujeito fortemente à influência da maré, ficando submerso na maré alta.
     
  • Subtipo 2 – Sapal médio de Sarcocornia fruticosa ou de Halimione portulacoides
    Habitat bem representado na Reserva, seguindo sensivelmente a distribuição do subtipo 1, mas ocupando uma posição mais interior, pelo que só contacta com a água salgada na maré alta. Dominam as duas espécies que figuram no nome.
     
  • Subtipo 4 – Sapal alto de Arthrocnemum macrostachyum
    Habitat bastante bem representado na Reserva. É o subtipo de maior extensão, ocupando extensas áreas planas, de cota suficientemente elevada para que sejam visitadas pela água salgada somente em algumas ocasiões.
     
  • Subtipo 5 – Comunidades de Suaeda vera
    Habitat bem representado na Reserva. É uma comunidade halonitrófila, pelo que surge, neste caso, associada ao pastoreio. Ocupa algumas áreas em mosaico com o subtipo 4, essencialmente onde o pastoreio é mais intensivo, e tem preferências similares a esse subtipo. Também é abundante nos cômoros das salinas. O pastoreio é similarmente responsável pelo elevado número de espécies herbáceas halonitrófilas.
     
  • Subtipo 6 – Sapal alto de Limoniastrum monopetalum
    Habitat medianamente representado na Reserva, ocupando cômoros de salinas, taludes e outras áreas de sapal alto menos perturbadas, muito raramente inundadas pela água salgada. Talvez devido ao pastoreio, o habitat tornou-se pouco frequente em favor do subtipo 5.

 

Charcos temporários mediterrânicos

Este habitat tem uma representatividade muito baixa na Reserva, surgindo somente em pequenas áreas no sapal de Venta Moinhos.

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