História | Cultura

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Paisagem e património histórico-cultural da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

RNSCMVRSA - salinas artesanais e Castro Marim
Salinas artesanais e o castelo de Castro Marim. 

Atividades

A salicultura é a principal atividade económica da zona húmida da Reserva Natural. Por seu lado, a agricultura é a atividade por excelência das zonas secas. Outras atividades subsidiárias da agricultura, como a moagem, já se extinguiram. Desde a década de 60, a estas atividades tradicionais veio juntar-se o turismo, sendo atualmente o mais destacado fator de desenvolvimento da região.

Salicultura
As salinas ocupam cerca de 30% da área da Reserva Natural, coexistindo a exploração artesanal, de pequenos talhos onde o sal é recolhido manualmente, com a exploração industrial, de grandes dimensões, onde o braço do homem foi substituído pelas máquinas. Atividade milenar na região, a salicultura detinha um grande peso na economia local. Nos anos 70 do século XX o setor salineiro português entrou em crise, facto que se traduziu no abandono de muitas unidades ou na sua reconversão para a aquacultura.

Desde então, a salicultura artesanal em Castro Marim encontra-se num processo crescente de abandono. Com o objetivo de revitalizar esta atividade, a Reserva Natural desenvolveu um processo de certificação do sal marinho tradicional, assente na sua elevada qualidade.

RNSCMVRSA - Salineiros RNSCMVRSA - vista aérea
Salineiros e vista aérea de parte da Reserva. 

Agricultura
Os terrenos agrícolas ocupam cerca de 30% da área da Reserva, localizando-se essencialmente nas encostas mais secas da zona Este do seu perímetro.

Nas pequenas explorações domina a agricultura de subsistência, enquanto que nas médias explorações predomina a agricultura tradicional. A agricultura de mercado é a menos representada. Consequentemente, a policultura é o sistema mais praticado, em detrimento da monocultura, mais característica da agricultura de mercado.

Em conformidade com o tipo de agricultura e sistemas praticados, as espécies de cultivo mais representadas são as hortícolas de regadio, os pomares tradicionais de citrinos e os pomares tradicionais de sequeiro. A mão de obra utilizada é sobretudo familiar.

Pecuária
A criação de gado tradicional para consumo familiar caiu em desuso, notoriamente no caso dos suínos, constituindo os galináceos a única exceção. Os rebanhos de ovinos/caprinos e as manadas de bovinos que pastam itinerantemente em sistema de rotação periódica, no perímetro da Reserva Natural, destinam-se exclusivamente ao mercado.

Turismo
O turismo tem sido o motor do crescimento económico e desenvolvimento algarvios ao longo das últimas quatro décadas. O incremento do setor terciário fez-se essencialmente à custa da saída de efetivos do setor primário, na medida em que os salários e as condições de trabalho daquele setor se apresentaram mais atraentes.
O turismo desenvolveu-se em torno da atividade balnear; já na década de 60 a praia de Monte Gordo foi uma das pioneiras na atração turística da região.

Na área da Reserva privilegia-se o Turismo de Natureza, por ser cultural e ecologicamente mais sustentável.

Indústria
Uma das consequências da especialização da economia do Algarve na atividade turística foi um forte declínio relativo das atividades industriais (a par da agricultura). Os concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António, à semelhança da região em que se inserem, são muito pouco significativos em termos industriais. No concelho de Vila Real de Santo António existe alguma atividade respeitante à indústria das conservas e da construção naval.


Paisagem

A Convenção Europeia da Paisagem (2000) veio reforçar a ideia de que as paisagens constituem um espelho da diversidade natural e cultural do património, sendo um elemento fundamental da identidade local e regional.

A paisagem da Reserva é uma das mais bem preservadas paisagens algarvias, não tendo sofrido as profundas alterações que se fizeram sentir um pouco por toda a costa da região. Por se tratar de uma zona húmida com uma extensão considerável, o valor paisagístico que apresenta é muitíssimo elevado, e talvez uma das maiores riquezas da Reserva. Os extensos sapais, as salinas, os alfarrobais e o próprio Guadiana convidam ao passeio e ao descanso, oferecendo por isso condições excelentes para o desenvolvimento do turismo ambiental.


Património cultural

O conceito de património cultural, tal como é definido na lei de bases do património cultural português (Lei n.º 107/01 de 8 de setembro), é um conceito amplo e integrador, que abrange tanto os bens materiais de interesse cultural relevante, móveis e imóveis, como os bens imateriais, como é o caso da língua portuguesa. Dentro do conceito amplo de património cultural podemos ainda isolar noções de âmbito mais específico, como sejam: património arqueológico, património arquitetónico, património construído, património etnográfico, entre outras.

Tendo o património construído sido já tratado num item próprio, referiremos seguidamente os aspetos arqueológicos mais relevantes da área da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.


Património arqueológico

Na área da Reserva Natural e envolvente próxima existem perto de 50 sítios arqueológicos, a maioria datados dos períodos Neolítico-Calcolítico, Época Romana e Islâmico-Medieval. Durante a época romana Castro Marim terá sido um pequeno centro urbano, denominado Baesuris. As escavações arqueológicas no Castelo de Castro Marim permitiram identificar uma longa diacronia de ocupação, que vai desde o Bronze Final até ao período romano.

Apresenta-se seguidamente uma listagem dos principais sítios arqueológicos existentes na área da Reserva Natural: 

  • Via Romana - praticamente já destruída, apenas existem vestígios de cerca de 50 m na base do castelo. Faria parte do traçado, Pax Julia - Mirtylis, seguindo para sul.
  • Castro Marim:
    • traseiras da Igreja - vestígios de cerâmica (alguma decorada), fragmentos de tegulae (encontrando-se uma peça inteira) e de um muro seccionado perpendicular, foram postos a descoberto após um corte no terreno, efetuado em 1980.
    • Castelo -  períodos Medieval Islâmico/Idade do Ferro/Idade do Bronze/Romano/Moderno. A ocupação do Castelo terá ocorrido desde o final da Idade do Bronze/Ferro, prolongando-se até ao século XVII. Destas ocupações ficaram vestígios arqueológicos que provocam uma complexa estratigrafia. Foi posta a descoberto a muralha da Idade do Ferro, bem como um troço de construção romana que terá sido acrescentado; um edifício de planta retangular, presumivelmente uma capela filipina construída nos finais do séc. XVI/inícios do séc. XVII; uma calçada, sobrepondo-se a este edifício, que não deverá ser muito posterior ao século XVIII e uma série de paredes pertencentes a estruturas habitacionais. Confirmou-se a existência de três níveis da Idade do Ferro bem diferenciados estratigraficamente. Está classificado como ZEP – Zona Especial de Proteção.
    • estação de ar livre: Indústria paleolítica em diversos locais. Vestígios de seixos afeiçoados. Trata-se de uma área de grande dispersão de materiais com interesse arqueológico.
  • Fornalha - Villa romana. Foi encontrado um vaso de “Terra sigillata” e há referências a outros materiais e inscrições. Para além de cistas da Idade do Bronze, apareceram vestígios de uma necrópole romana.
  • Sobral de Baixo - Villa do período Romano / Medieval Islâmico. Vestígios de estruturas, sepulturas (de argamassa e outras de reboco) e fragmentos de cerâmica.
  • Vale do Bôto - povoado do período Romano / Medieval Islâmico. Identificação de várias estruturas habitacionais, de uma necrópole de inumação e de 6 silos. Deverão corresponder a um núcleo populacional que floresceu numa atividade económica ligada à pesca e à agricultura, durante o período de ocupação muçulmana do Algarve Oriental, e que, possivelmente, terá desaparecido em meados do séc. XIII, quando se dá a conquista de Castro Marim.


Património construído

O Património construído dá-nos informação sobre uma determinada população, ou sobre diferentes populações que habitaram, ao longo dos tempos, um determinado local.

Na zona envolvente à Reserva existem numerosas edificações com valor patrimonial, essencialmente na vila de Castro Marim e na cidade de Vila Real de Santo António.

Castro Marim

RNSCMVRSA - castelo e Igreja Matriz Castro Marim RNSCMVRSA - forte de São Sebastião
Castelo, igreja matriz e forte de São Sebastião em Castro Marim.

  • Castelo

A primeira fortaleza de Castro Marim deve ter consistido num castro familiar ou de povoamento no período Neolítico. A vila foi habitada por Fenícios, Cartagineses, Vândalos e Mouros, tendo sido conquistada a estes últimos por D. Paio Peres Correia em 1242. Em 1277 D. Afonso III concedeu-lhe Carta de Foral e foi erguida a cerca medieval, onde inicialmente a vila se desenvolveu. Esta cresceu, inicialmente, dentro das muralhas do castelo velho, de planta quadrangular definido por quatro torreões cilíndricos nos ângulos e um pátio interno. No reinado de D. Dinis a fortificação foi ampliada, através da construção da Muralha de Fora, para abrigo e defesa da população. A Ordem de Santiago, herdeira dos bens da Ordem dos Templários (extinta em 1321), instalou a sua sede neste castelo entre 1319 e 1356. Durante o reinado de D. Manuel, em 1509, iniciaram-se importantes obras de restauro, com o duplo objetivo de apoio às conquistas ultramarinas e de vigilância aos possíveis ataques de corsários. Também aquando das Guerras da Restauração, em 1640, mandou D. João IV, dada a importância militar desta fortificação, restaurar o castelo. Está classificado como monumento nacional.

  • Forte de S. Sebastião

Mandado construir por D. João IV, está implantado no serro do Cabeço onde se encontrava uma ermida dedicada a S. Sebastião, destruída aquando das obras do Forte a sul do monte do Castelo. As obras de construção iniciaram-se em 1641 e o projeto então posto em prática transformou o velho castelo medieval na praça militar mais importante de todo o Algarve. É composto por uma planta irregular com 5 baluartes, de fachada principal a norte por onde comunicava com o castelo por um pano de muralha e entrada coberta. É o melhor exemplo conservado do que foi o amplo processo de renovação do sistema defensivo da vila em meados do séc. XVII. A relação de proximidade com o castelo é um dos aspetos mais importantes das obras realizadas na vila neste período, na medida em que o novo sistema militar da localidade não prescindiu do antigo recinto muralhado, mas integrou-o na nova estrutura, constituindo-se, assim, uma complementaridade entre antigo e moderno que aqui adquire real expressão. É um monumento em vias de classificação.

  • Revelim de Santo António

Forte, de menores dimensões, mas de importância estratégica vital, foi também mandado erigir por D. João IV. Foi construído no cerro da Rocha do Zambujal, a nascente da vila, ligando-se quer ao antigo castelo, quer ao Forte de S. Sebastião. Dada a sua localização, servia o propósito de controlar o curso do Guadiana. No seu interior edificou-se a Ermida de Santo António, uma construção barroca de boa qualidade arquitetónica, com capela-mor quadrangular delimitada por fortes pilares-cunhais. 

  • Igreja Matriz da Nossa Senhora dos Mártires

A Ermida de Nossa Senhora dos Mártires remonta ao séc. XVI. As visitações efetuadas pela Ordem de Santiago, durante o séc. XVI, descrevem a Ermida como tendo um único corpo, com capela-mor abobadada com coruchéu e um altar em alvenaria com tribuna onde assentava uma imagem de vulto de Nossa Senhora com o Menino, em pedra; no corpo da Errmida, de uma só nave, estavam três imagens pintadas de matiz, uma de S. Bartolomeu, uma de Santa Catarina e outra de S. Sebastião. As visitações de 1518, 1554 e 1565 propiciam várias alterações, essencialmente no âmbito de obras de ampliação. Após o terramoto de 1755, responsável pela destruição da Igreja Matriz de Santiago, foi esta Ermida tornada paroquial da vila, mandada construir por Lopo Mendes de Oliveira, Comendador da Ordem de Cristo e Alcaide deste Castelo. Devido à sua pequenez foi mandada restaurar e ampliar entre os finais do séc. XVIII e início do séc. XIX, tendo as obras ficado concluídas em 1834, sob a responsabilidade do arquiteto João Lopes do Rosário. Denuncia na sua arquitetura várias campanhas arquitetónicas de grande interesse: galilé renascentista; zimbório e abóbada de lunetas da capela-mor barrocos; elementos neo-manuelinos na platibanda que sobrepõe a galilé. Possui planta longitudinal de nave única, coro-alto com balaustrada de barriga em madeira, transepto e capela-mor de dois tramos. É possuidora de vários exemplos de imaginária dos sécs. XVI e XVIII, em madeira, bem como retábulos no altar-mor e transepto em madeira marmoreada e polícroma.

  • Igreja de Santiago

Dentro do castelo, junto à torre de menagem, existia um campanário que seria o da Igreja de Santiago, construída no séc. XIV. Esta igreja era paroquial da freguesia, pois em 1320 já abrangia toda a área do concelho. Foi a primitiva Matriz da vila e onde se situou o Convento dos Cavaleiros da Ordem de Cristo, em 1504 transformado em quartel militar. Foi esta Igreja Matriz acompanhada de várias Visitações, entre as quais as de 1518, 1534, 1535, 1538, 1554 e 1565. Estas davam a sua localização entre Levante e Poente, de capela quadrada com acesso por três degraus, com abóbada e retábulo-mor definido por cinco painéis, ao meio com a imagem de Santiago, de vulto, no lado esquerdo estava S. João e no outro lado, S. Sebastião, tendo no entanto sofrido alterações de localização. O corpo da Igreja possuía três naves na Visitação de 1534, e de cada lado tinha três arcos com colunas e capitéis de pedra, e as naves laterais eram com uma só água, forradas de madeira. Na banda do sul, no meio da fachada, uma porta com acesso por seis degraus e, sobre ela, um campanário com dois sinos e uma pedra com a espada da Ordem de Cristo. A Visitação de 1565 dá a descrição de dois altares laterais ao arco cruzeiro, o do lado do Evangelho com crucifixo de vulto. Após o terramoto de 1755 restou apenas uma parede da Igreja, pelo que a Igreja Matriz passou a ser na Ermida de Nossa Senhora dos Mártires, extramuros. Atualmente esta Igreja é composta por pórtico de entrada em capialco sobreposto por cruz de Santiago esculpida, adro a Poente e capela-mor sem abóbada e com janela quadrangular a Levante.

  • Igreja de S. Sebastião

Mandada construir por D. João IV, em 1650, em substituição da Capela de S. Sebastião, arrasada aquando da construção do Forte a que deu nome. Passou a ser a nova Igreja da Misericórdia, tendo-se a instituição instalado aí em 1838. Pertence a um estilo vernacular da arquitetura religiosa, de planta longitudinal, fachadas simples de pano único, sem quaisquer motivos decorativos. O interior, contudo, está ricamente decorado por florões, volutas e putti em trompe l’oeil, decorando todas as fachadas interiores, como era uso no séc. XVII, e pintados a têmpera.

  • Igreja de Santo António

Erigida aquando da construção do Forte de S. Sebastião e Revelim, a mando de D. João IV. O Revelim de Santo António é composto por uma estrutura abaluartada em “U”, detendo no seu centro e cimo da colina a Ermida do mesmo nome com a localização W/E, funcionando como miradouro sobre o Rio Guadiana e o Sapal de Castro Marim. Esta Ermida detinha, aquando da sua construção, uma planta quadrangular tendo ao longo do tempo sofrido ampliações. É composta, atualmente, por planta longitudinal. O interior é composto por nave longitudinal com cobertura em abóbada de berço; existem dois retábulos laterais de meados do séc. XVIII, dedicados a Nossa Sra. da Conceição e Santa Isabel. Do lado do Evangelho, púlpito de caixa quadrangular de madeira polícroma; sobre ele distribuem-se, de ambos os lados, sete tábuas de pintura, com cenas da vida de orago, inseridas em espaldar de madeira pintada com decoração vegetalista e cornija de remate. Arco Triunfal de volta perfeita sobre impostas pintadas; retábulo-mor do séc. XVIII, plano de cinco panos definidos por colunas pseudo-salomónicas, a que se sobrepõe arquitrave e edícula central com imagem de Santo António.

Vila Real de Santo António

Fundada em 1774, por vontade expressa do Marquês de Pombal, constitui um testemunho histórico importante por ter sido construída de raiz, somente em dois anos, segundo o padrão iluminista do séc. XVIII, caracterizado pela altimetria, planimetria e volumetria. Foi construída com base num processo de pré-fabrico e estandardização, técnicas que a Casa do Risco das Obras Públicas empregava desde a reconstrução de Lisboa.

  • Zona histórica pombalina

O traçado geométrico da zona histórica pombalina que fez nascer a cidade é hoje a sua principal área comercial. As ruas confluem para a praça Marquês de Pombal e na marginal do Guadiana a zona histórica é delimitada por dois torreões, simetricamente distribuídos em relação ao edifício da Alfândega.

  • Praça Marquês de Pombal

É o principal largo da cidade, espaçoso e perfeitamente quadrado. O seu delineamento deve-se ao arquiteto principal da corte, o capitão Reinaldo Manuel dos Santos. Quatro torreões pombalinos marcam-lhe os vértices e ao centro encontra-se um obelisco, que foi mandado construir pelo comércio das pescarias; está datado de 1775, mas só foi exposto ao público a 13 de maio de 1776. Nesta praça encontram-se também os edifícios da Câmara Municipal e da Igreja Matriz.

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação

Construída no séc. XVIII, sofreu incêndios que a desfiguraram. Retábulos das capelas laterais ao gosto “rocaille”. Bom conjunto de imagens do séc. XVIII, com destaque para a Nossa Senhora da Encarnação, da autoria do escultor Machado de Castro. Os vitrais da capela-mor do batistério, instalados na década de 40, são da autoria do pintor algarvio Joaquim Rebocho.

  • Centro Cultural António Aleixo

O edifício onde se alojava o quartel militar, aquando da fundação da Vila, foi depois transformado em mercado. Agora é um espaço polivalente de animação cultural e tem o nome de um dos mais importantes poetas populares do país, nascido em Vila Real de Santo António. Numa das alas encontra-se a Galeria Manuel Cabanas com um conjunto de xilogravuras produzidas pelo artista cacelense.

  • Casa da Alfândega

Razão primeira da edificação de Vila Real de Santo António. Tinha em cima do portal um selo real, tal como o que ainda existe no arco da capela-mor da Igreja Matriz, mas foi apeado desse lugar após o 5 de Outubro de 1910.

  • Largo Lutegarda de Caires

Antigo Largo da Bica, hoje dedicado à poetisa e socióloga natural desta cidade.

  • Largo António Aleixo

Primitivo Largo da Forca, “género” urbanístico como o de Lutegarda Caires, leva hoje o nome do poeta que se diz que ali nasceu.

  • Zona ribeirinha (Av. da República)

Edificada por casas nobres de dois pisos, está construída entre dois torreões (Norte e Sul). Nela se fixaram as Companhias e alguns particulares que vieram povoar a vila pombalina.

  • Hotel Guadiana

Embora com a sua construção se visse desvirtuada a traça pombalina, a obra do arquiteto Ernesto Korrodi, em estilo “arte nova”, inaugurada em 1926, deu à Av. da República mais um atrativo arquitetónico.

  • Capitania

Construída no local onde antes existira a fábrica de conservas Victória. Está ricamente decorada com painéis de azulejos historiados.

  • Farol

Construído em 1923, veio substituir o antigo “Farolinho de ferro”, que se situava em plena mata, a sueste do primeiro.

  • Casa Parodi

Atual Conservatório Regional de Vila Real de Santo António. Casa de residência da família Parodi, que aqui edificou a primeira fábrica de conservas, em 1879.

  • Arquivo Histórico Municipal – Torreão Sul

Albergando o Arquivo Municipal, constituía o limite sul da Vila, no seu traçado inicial. É um dos mais importantes elementos arquitetónicos da zona histórica. Foi recuperado e restaurado de acordo com a traça original.

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