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Paisagem e património histórico-cultural da Reserva Natural da Serra da Malcata.

RNSM - rebanho cabras
Rebanho de cabras pastando na serra da Malcata.

Atividades

A atividade humana na Reserva Natural da Serra da Malcata é pouco relevante, a existente insere-se na área florestal e agrícola, no pastoreio e na apicultura, destacando-se, ainda, a existência de uma truticultura.

Paisagem

A serra da Malcata apresenta-se como um enrugado de cabeços arredondados, orientados no seu conjunto, na direção NE-SW, encastrados entre o rio Coa (bacia hidrográfica do Douro), o rio Bazágueda e a ribeira da Meimoa (bacia hidrográfica do Tejo).

Percorrendo esta serra, apercebemo-nos que o coberto vegetal varia basicamente segundo três fatores, nomeadamente latitude, altitude e exposição solar, refletindo a influência de um clima de transição entre o atlântico e o mediterrânico, decomposto em algumas variantes microclimáticas.

Devido a uma secular ocupação humana, que resultou na progressiva substituição do coberto arbóreo original, a paisagem é atualmente dominada por matos, de composições florísticas diferentes, formando tapetes de tonalidades variadas.

No ambiente frio e húmido da região Norte predomina o giestal, composto essencialmente por giesteira-branca Cytisus multiflorus e giesteira-das-serras Cytisus striatus. Assim, em maio e junho, esta vertente da serra embeleza-se com o florido branco e amarelo destes arbustos.

A parcela central da Reserva, por seu lado, é coberta por urzais de urze-vermelha Erica australis, com os seus cachos de flores rosa-forte, de queiró Erica umbellata e carqueja Pterospartum tridentatum.

Na zona sul, território quente e seco, impera o esteval, formado não apenas pela esteva Cistus ladanifer, mas também pelos rosmaninhos Lavandula luisieri e Lavandula pedunculata e pelo lentisco-bastardo Phillyrea angustifolia.

O remanescente da floresta original portuguesa subsiste nas margens das linhas de água e áreas menos acessíveis da serra da Malcata. Ao predomínio do carvalho-negral Quercus pyrenaica do norte da Reserva, contrapõe-se a dominância da azinheira Quercus rotundifolia a sul. Na zona centro, espaço de transição e de notável diversidade florística, caracteriza-se pela sobreposição da ocorrência destas duas espécies, a que se junta o medronheiro Arbutus unedo, arbusto espontâneo, que atinge frequentemente porte arbórea e cuja maturação dos frutos salpica de vermelho, no outono, a paisagem da bacia da ribeira da Meimoa, por onde se distribui preferencialmente.

Na periferia, encontram-se ainda olivais Olea europaea, pequenas searas em terrenos aráveis junto às linhas de água do sul e lameiros voltados ao rio Coa.

No seu todo, do elenco florístico da Reserva fazem parte mais de seis centenas de espécies. Com origem no período anterior à criação da Reserva Natural destacam-se as florestas de produção de espécies introduzidas (pinheiros, pseudotsugas e eucaliptos).

Património cultural

O Madeiro em Penamacor
Do ponto de vista cultural, é interessante assistir à chegada do madeiro, que tem lugar em Penamacor, no dia dedicado à Sra. da Conceição (8 de dezembro). Os enormes troncos de sobro e azinho são cortados e carregados durante a noite anterior para serem descarregados e empilhados no dia seguinte, no momento em que se conclui o ofício religioso, no largo da Igreja Matriz.

 Madeiro
Madeiro, em Penamacor.

Merece também especial destaque a “Capeia Arraiana”, tourada típica das terras fronteiriças transcudanas, que decorre durante o mês de agosto. Trata-se de um dos acontecimentos festivos mais apreciados pelas gentes locais e visitantes. Em praças improvisadas no largo principal de cada aldeia, cerca de três dezenas de rapazes empunham um enorme forcão de carvalho e, com ele, fazem frente aos touros no dia do encerro. À demonstração de valentia e coragem dos rapazes, segue-se geralmente, uma bezerra para as raparigas e crianças, que resulta sempre em gargalhadas e boa disposição.

Por altura da Páscoa, pode-se assistir a várias festas e romarias da região, como a Sra. do Incenso e a Sra. do Bom Sucesso, em Penamacor, a Sra. da Póvoa, no vale com o mesmo nome, a Sra. da Graça, no Sabugal e o Espírito Santo, em Quadrazais, onde o folclore se exprime de forma espontânea.

Património construido

Pode considerar-se que o único património construído relevante existente dentro da área protegida é a Quinta do Major, onde se pode observar uma casa que foi recuperada pela Reserva, as ruínas de uma capela e um antigo lagar.

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