Recuperação da área ardida do incêndio de Catraia - 2012

Relatório Técnico, sumário e objetivo.

 

 

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Sumário

O grande incêndio florestal de Catraia iniciou-se a 18 de julho de 2012 no que parece ter sido uma utilização negligente do fogo, tendo sido dado por controlado no dia 21 de julho.

Este incêndio percorreu várias freguesias dos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel, tendo ardido cerca de 24 800 hectares.

Incidiu em cerca de 5800 ha de povoamentos florestais tendo percorrido , essencialmente, áreas ocupadas por sobreiro e pinheiro-manso.

Mais de metade da área percorrida estende-se por zonas ocupadas com matos, tendo afetado cerca de 17% do Sítio de Interesse Comunitário e Zona de Proteção Especial do Caldeirão (PTCON0057).

Afetou de modo diverso 3 ZIF e cerca de 30 zonas de caça, maioritariamente zonas de caça associativas. A atividade apícola foi duramente atingida.

Neste momento, importa delinear o programa de apoio específico à sua recuperação, numa 1ª fase dedicada às medidas de estabilização de emergência e remoção de material ardido, para que, numa 2ª fase, se proceda ao restabelecimento do potencial produtivo para suporte das atividades florestais e reposição dos valores ecológicos e socioeconómicos afetados.

Os incêndios florestais são um importante agente causador de desequilíbrios na árvore e nos ecossistemas, não só na área efetivamente percorrida pelo fogo mas também em áreas circundantes, sendo definidas medidas fitossanitárias adequadas à prevenção e controlo de pragas e doenças especificadas para cada uma das principais espécies florestais afetadas pelo GIF de Catraia.

Estima-se que os trabalhos de recuperação de povoamentos florestais, bem como a proteção e reabilitação das principais linhas de água e vertentes mais afetadas, possam envolver, nos próximos anos, um esforço financeiro na ordem dos 10 milhões de euros. O valor final depende da evolução dos sistemas biofísicos nos próximos meses e da intensidade que se pretenda atingir no suporte à gestão dos espaços florestais e na recuperação da economia da serra do Caldeirão, com vista a garantir a sustentabilidade dos investimentos.

 

Objetivo do relatório

O relatório técnico teve como objetivo enquadrar as atividades de recuperação da área afetada pelo grande incêndio florestal (GIF) da Catraia, nas vertentes de estabilização de emergência e de recuperação de longo prazo.

Constitui uma primeira referência para a intervenção técnica no âmbito florestal e de conservação da natureza, não só ao nível da atuação do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, I.P (ICNF) mas também do conjunto de agentes públicos e privados com atribuições nestas áreas e nas áreas mais gerais de ordenamento do território e gestão do espaço rural dos espaços silvestres.

O relatório será progressivamente enriquecido com os elementos que, no âmbito da avaliação em curso dos efeitos do GIF da Catraia, forem sendo recolhidos e, igualmente com os contributos relevantes dos diferentes agentes e entidades, tendo como especial referência o disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 64/2012, de 1 de agosto. (...)

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