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Importância Económica

Importância económica das atividades que integram as Fileiras Florestais. Síntese económica - informação estatística sobre o setor florestal e sobre as fileiras florestais - 2000 a 2019. Base de dados. Conceitos e critérios.

Na atualidade o setor florestal enfrenta importantes desafios. Desde logo, os riscos à sustentabilidade dos recursos florestais no cenário de alterações climáticas, com consequência no aumento da incidência de incêndios e na ação de agentes patogénicos. Acresce a concorrência no uso de matérias-primas nacionais de base florestal e o combate à exploração ilegal de madeira e de produtos florestais na conjuntura de crescente internacionalização da economia.

Neste contexto, o acesso a informação estatística florestal credível, organizada e atualizada é unanimemente reconhecido como um pilar fundamental ao desenvolvimento do setor florestal.

As orientações políticas e estratégias florestais de âmbito nacional e internacional corroboram a importância do pilar informação. Destaca-se:

  1. A Estratégia Nacional para as Florestas (Resolução do Conselho de Ministros n.º 6-B/2015, de 4 de fevereiro);
  2. A Estratégia Florestal da União Europeia [COM (1998) 649 final], que preconiza o desenvolvimento de um sistema europeu de informação florestal primariamente baseado em dados recolhidos pelos Estados Membros;
  3. O Plano Estratégico para as Florestas 2017-2030, da Organização das Nações Unidas.

 

Com o intuito de melhorar o conhecimento sobre as fileiras florestais, entendeu-se sistematizar a informação económica de suporte à decisão, definição e avaliação de políticas florestais, a usar em simulações prospetivas. 

O sistema disponibiliza na síntese económica - em tabelas alfanuméricas e em formato gráfico, a informação considerada relevante ao panorama geral sobre o setor florestal. Os dados estão também organizados na base de dados observatório, cuja complexidade poderá ainda exigir a consulta do glossário com os conceitos e critérios seguidos.

A síntese económica destaca a sustentação nacional do sector florestal português. A balança comercial apresenta saldos sistematicamente superiores 2 mil milhões de euros. E m 2019, este indicador verifica valores na ordem de 2,6 mil milhões de euros (2 588 279 978 euros). Em coerência, no mesmo período, a taxa de cobertura das exportações sobre as importações foi superior 200%. Desde 2000 o sector florestal representa em média 10% das exportações portuguesas.

Em 2018, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura e indústrias de base florestal, excetuando o mobiliário, representou 9,7 mil milhões de euros, correspondendo a 10% do VAB industrial a 2% do VAB total (1,7%) e do Produto Interno Bruto-PIB (1,5%) nacionais.

O sector florestal é ainda responsável pela criação de cerca de 94,3 mil (94.280) postos de trabalho, dos quais quase 70,8 mil (70 786) correspondem a empregos diretos no setor primário e indústrias transformadoras de base florestal.

A importância económica das atividades que integram as fileiras florestais fica bem demonstrada no esquema, o qual permite visualizar a complexidade das cadeias produtivas associadas às fileiras florestais e o seu significado macroeconómico, nomeadamente da produção e emprego florestal.

O ICNF é igualmente a entidade competente no quadro da resposta a compromissos internacionais assumidos por Portugal.

A perspetiva setorial subjacente à recolha e organização da informação destaca o relatório sobre mercados florestais promovido pela UNECE “Markest Report.  O relatório com os principais indicadores dos mercados florestais apurados para Portugal em 2020 pode ser consultada aqui, e a respetiva síntese aqui.

Os questionários florestais conjuntos (“Joint Forest Sector Questionnaire (JFSQ)”) são desenvolvidos no quadro do Grupo de Trabalho do Inter-secretariado sobre Estatísticas Florestais (“Inter-secretariat Working Group on Forest Sector Statistics (IWG)”) através do EUROSTAT, da UNECE, da FAO e da ITTO.

A resposta nacional aos JFSQ é baseada em informação organizada a partir de dados recolhidos junto de organizações setoriais privadas (Celpa, Centro PINUS e CBE) e públicas (ICNF, INE e DGEG).

As organizações internacionais publicam a informação à escala global, incluindo a relativa a Portugal em EUROSTAT, UNECE, FAO e ITTO


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