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Importância Económica

Importância económica das atividades que integram as Fileiras Florestais. Síntese económica - informação estatística sobre o setor florestal e sobre as fileiras florestais - 2000 a 2016. Base de dados. Conceitos e critérios.

Na atualidade o setor florestal enfrenta importantes desafios. Desde logo, os riscos à sustentabilidade dos recursos florestais no cenário de alterações climáticas, com consequência no aumento da incidência de incêndios e na ação de agentes patogénicos. Acresce a concorrência no uso de matérias-primas nacionais de base florestal e o combate à exploração ilegal de madeira e de produtos florestais na conjuntura de crescente internacionalização da economia.

Neste contexto, o acesso a informação estatística florestal credível, organizada e atualizada é unanimemente reconhecido como um pilar fundamental ao desenvolvimento do setor florestal.

As orientações políticas e estratégias florestais de âmbito nacional e internacional corroboram a importância do pilar informação. Destaca-se:

  1. A Estratégia Nacional para as Florestas (Resolução do Conselho de Ministros n.º 6-B/2015, de 4 de fevereiro);
  2. A Estratégia Florestal da União Europeia [COM (1998) 649 final], que preconiza o desenvolvimento de um sistema europeu de informação florestal primariamente baseado em dados recolhidos pelos Estados Membros;
  3. O Plano Estratégico para as Florestas 2017-2030, da Organização das Nações Unidas.

 

Com o intuito de melhorar o conhecimento sobre as fileiras florestais, entendeu-se sistematizar a informação económica de suporte à decisão, definição e avaliação de políticas florestais, a usar em simulações prospetivas. 

O sistema disponibiliza na síntese económica - em tabelas alfanuméricas e em formato gráfico, a informação considerada relevante ao panorama geral sobre o setor florestal. Os dados estão também organizados na base de dados observatório, cuja complexidade poderá ainda exigir a consulta do glossário com os conceitos e critérios seguidos.

A síntese económica destaca a sustentação nacional do sector florestal português. A balança comercial apresenta saldos sistematicamente superiores a mil milhões de euros. A partir de 2012 este indicador verifica mesmo valores sempre maiores que 2 mil milhões de euros, sendo, em 2017, superior a 2,3 mil milhões de euros (2.310.041.883 euros). Em coerência, no mesmo período, a taxa de cobertura das exportações sobre as importações foi na ordem dos 200%. O sector florestal representa em média, desde 2000, 10% das exportações portuguesas.

Em 2015, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura e indústrias de base florestal, excetuando o mobiliário, representou mais de 10 mil milhões de euros, correspondendo a 13% do VAB industrial e a 3% do VAB e do Produto Interno Bruto (PIB) nacionais.

O sector florestal é ainda responsável pela criação de cerca de 94,3 mil (94.280) postos de trabalho, dos quais quase 68,7 mil (68.700) correspondem a empregos diretos no setor primário e indústrias transformadoras de base florestal.

A importância económica das atividades que integram as fileiras florestais fica bem demonstrada no esquema que pode consultar aqui. O esquema permite visualizar a complexidade das cadeias produtivas associadas às fileiras florestais e o seu significado macroeconómico, nomeadamente da produção e emprego florestal.

O ICNF é igualmente a entidade competente no quadro da resposta a compromissos internacionais assumidos por Portugal.

A perspetiva setorial subjacente à recolha e organização da informação destaca o relatório sobre mercados florestais promovido pela UNECE “Markest Report.  A síntese com os principais indicadores dos mercados florestais apurados para Portugal em 2017 pode ser consultada aqui.

Os questionários florestais conjuntos (“Joint Forest Sector Questionnaire (JFSQ)”) são desenvolvidos no quadro do Grupo de Trabalho do Inter-secretariado sobre Estatísticas Florestais (“Inter-secretariat Working Group on Forest Sector Statistics (IWG)”) através do EUROSTAT, da UNECE, da FAO e da ITTO.

A resposta nacional aos JFSQ é baseada em informação organizada a partir de dados recolhidos junto de organizações setoriais privadas (Celpa, Centro PINUS e CBE) e públicas (ICNF, INE e DGEG).

As organizações internacionais publicam a informação à escala global, incluindo a relativa a Portugal em EUROSTAT, UNECE, FAO e ITTO

2019-09-02

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