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IFN6

6.º Inventário Florestal Nacional - processo de elaboração, disponibilização de dados e termos e definições.
O 6.º Inventário Florestal Nacional (IFN6) teve por base um processo multitemporal de análise de alteração do uso/ocupação do solo (para os anos de referência de 1995, 2005 e 2010), incluindo, também, uma caracterização detalhada ao nível das classes de ocupação agrícola.
 
Para além destes aspetos, ao nível da nomenclatura, foram introduzidos ajustamentos nas definições de algumas classes (ex. matos e pastagens), de modo a aumentar o grau de compatibilização das estatísticas produzidas com outros processos de produção de informação sobre recursos florestais e agrícolas de âmbito nacional.
 
O primeiro nível de informação deste IFN (uso do solo) considera 6 grandes classes:
- Floresta;
- Agricultura;
- Matos e pastagens;
- Águas interiores e zonas húmidas;
- Urbano; e
- Improdutivos.
 
 

1. O processo de elaboração do IFN6

O processo do IFN6 teve o seu início em maio de 2010, no âmbito das atividades da então Autoridade Florestal Nacional (atual ICNF), tendo a Equipa de Projeto iniciado os seus trabalhos em janeiro de 2011. A Comissão Consultiva do IFN6 foi criada pelo Despacho n.º 14759/2011, de 31 de outubro, do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, tendo realizado a sua primeira reunião a 21 de novembro de 2011.

O planeamento deste IFN levou à estruturação dos trabalhos em 4 fases.

A execução da 1.ª fase de trabalho iniciou-se no final de 2011, tendo por objetivo a caracterização do uso/ocupação do solo do território de Portugal Continental, permitindo a avaliação das áreas correspondentes a cada classe de uso/ocupação do solo. Este processo foi efetuado através da classificação de um conjunto de pontos (denominados fotopontos) por processos de análise visual de imagens aéreas (fotointerpretação) e apoio de terreno, sempre que necessário, de acordo com uma nomenclatura de uso/ocupação do solo estabelecida.

Para este efeito, foi desenvolvida uma plataforma informática para a classificação do uso/ocupação do solo de todo o território de Portugal Continental, onde se registou a classe de uso/ocupação do solo presente em cada um dos fotopontos.

Esta aplicação permite aos fotointérpretes a consulta, via internet e em ambiente SIG, de três coberturas aerofotográficas de Portugal continental realizadas nos anos de 1995, 2005 e 2010 (em formato de ortofotomapas digitais), suportando o trabalho de classificação do uso/ocupação do solo por fotointerpretação em ecrã dos fotopontos, definidos segundo uma grelha regular de 500 x 500 m.

O trabalho de fotointerpretação foi desenvolvido com recurso à contratação externa de serviços, bem como a inerente tarefa de recolha de dados de terreno para suporte ao processo de controlo de qualidade (1.º nível). As e os técnicos do ICNF das diversas regiões desenvolveram um trabalho de supervisão deste processo, no âmbito de um controle de qualidade de 2.º nível.

A nomenclatura de uso/ocupação do solo utilizada no IFN6 encontra-se estruturada em nove níveis de informação, organizados em três grandes temas: uso do solo; ocupação do solo; e análise da paisagem. A nomenclatura é detalhada em maior pormenor para os usos relacionados com o coberto agroflorestal, designadamente os usos florestais e agrícolas.
 


Níveis da nomenclatura de classificação do IFN6. Clique na imagem para ampliar [JPG 105 KB].

A 2.ª fase do trabalho consistiu na recolha e tratamento de dados de campo, obtidos a partir de uma amostragem de campo delineada com base numa grelha regular de pontos, de 2.000 m x 2.000 m.

Em cada um desses pontos foi seguido um protocolo de medições, sujeito a um trabalho de controlo de qualidade com vista a assegurar a exatidão das medições e observações efetuadas e dos resultados subsequentes.

Os dados a recolher foram organizados em bases de dados georreferenciadas multifuncionais as quais permitem diversos usos, para além do propósito base do IFN.

A 3.ª fase consistiu numa caracterização dos solos agrícolas e florestais com a quantificação de diversos indicadores de solos em todo o território continental, focando sobretudo ao nível da quantificação do carbono armazenado no solo. A realização desta tarefa assentou numa extensa recolha de amostras de solo e na sua análise laboratorial.

A 4.ª e última fase consistiu no processamento dos dados de campo coligidos para o IFN, através da aplicação de modelos biométricos, preditores de diversos parâmetros relativos a existências lenhosas, cortiça, biomassa, carbono, biodiversidade, apresentando estimativas rigorosas e diversificadas, dando origem à publicação final dos resultados do IFN6.
 

2. Disponibilização de dados

Os dados de áreas apuradas por classes de uso/ocupação do solo (resultados preliminares) foram apresentados a 11 de fevereiro de 2013, na Tapada Nacional de Mafra, prevendo-se, para 2014, a edição do Relatório Final do IFN 6.

 

Nota: o 6.º Inventário Florestal Nacional é cofinanciado pelo Fundo Português de Carbono. 

 

3. Termos e definições

No documento "6.º Inventário Florestal Nacional – Termos e definições" apresentam-se os principais termos e definições utilizados no âmbito do IFN, constando da presente versão os termos relativos ao uso/ocupação do solo, os quais se devem considerar a referência para a identificação dos recursos florestais e para a aplicação da legislação nesse âmbito.

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