Controlo e Erradicação

Cancro-resinoso-do-pinheiro. Controlo e erradicação. Zona infestada, zona tampão, área demarcada. Destruição do material vegetal infetado.

Se for confirmada a ocorrência de um foco da doença, quer em plantas de viveiro quer em povoamentos, os serviços oficiais devem proceder à aplicação das medidas descritas na Decisão 2007/433/CE, de 18 de junho e na Portaria n.º 294/2013, de 27 de setembro nomeadamente, estabelecer uma área demarcada que será constituída por:

  • zona infestada – área na qual a presença do organismo foi confirmada e que incluirá todos os vegetais que manifestem sintomas suspeitos. Nesta área serão tomadas medidas com vista à erradicação da doença; e
  • zona tampão – área circundante à zona infestada com pelo menos 1 km de largura. Todas as plantas hospedeiras localizadas nesta zona tampão deverão, pelo menos nos dois anos seguintes ao estabelecimento da zona, ser submetidas a inspeção fitossanitária intensiva e mantidas sob controlo permanente, tendo em vista a deteção de eventuais sintomas da doença. Caso se observem sintomas suspeitos, dever-se-á proceder à colheita de amostras e à sua análise laboratorial, ficando a aplicação das medidas fitossanitárias apropriadas dependente dos resultados das referidas análises.

 

Povoamentos:

  • cortar, o mais cedo possível, as árvores atacadas;
  • desinfetar as ferramentas de corte com lixívia a 10% durante 2 minutos;
  • não fazer plantações novas com qualquer espécie de pinheiro ou com Pseudotsuga menziesii, na área afetada;
  • não recolher semente da área afetada;
  • manter a plantação em bom estado vegetativo e eliminar plantas fracas e sobrantes de poda que possam ser atrativos para insetos vetores; e
  • minimizar o manuseamento e transporte de material infetado (troncos e árvores caídas por exemplo).

 

Viveiro:

  • as plantas infetadas devem ser retiradas e queimadas o mais próximo possível do local onde estão, para evitar a disseminação do fungo;
  • nos casos em que não seja possível queimar as plantas no local e estas tenham de ser transportadas para fora das instalações, devem ser colocadas em sacos de plástico bem fechados e queimadas sempre que possível no próprio dia;
  • as sementes devem ser desinfetadas com peróxido de hidrogénio (água oxigenada) a 20% durante 5 minutos;
  • as instalações devem ser desinfetadas cada dois meses (aplicação de lixívia a 10%) até se conseguir erradicar a doença;
  • as ferramentas devem ser desinfetadas sempre que forem utilizadas; e
  • evitar ao máximo a movimentação de pessoal e maquinaria dentro do viveiro, junto dos lotes com espécies suscetíveis.
     

 

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