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Processionária em áreas florestais

Processionária-do-pinheiro em áreas florestais. Diagnóstico e meios de controlo.

Pinheiro com processionária - CGV Ninho processionária-do-pinheiro
Os típicos "ninhos" de processionária-do-pinheiro (® Cristina Girão Vieira).

A processionária-do-pinheiro Thaumetopoea pityocampa Schiff. é um inseto desfolhador, que pode parasitar todas as espécies de Pinus e Cedrus.

Os ataques variam de intensidade consoante o nível populacional, o qual é fortemente influenciado pelas condições meteorológicas (temperatura e insolação), pelo conjunto de inimigos naturais (insetos parasitóides e predadores, fungos, bactérias, vírus e aves) ativo em cada estádio aéreo ou subterrâneo da praga e pela qualidade e quantidade de alimento, da qual depende a fecundidade das fêmeas.

Quando desfolhadas, as árvores exibem menor crescimento e ocorre uma quebra na produção lenhosa. No entanto, à exceção de ataques sucessivos em árvores jovens, estas geralmente recuperam e não morrem.

Em termos de saúde pública, a processionária pode constituir um grave problema nos anos de fortes ataques e junto a locais habitados ou frequentados pelas populações.

A eficácia do controlo de pragas florestais, mesmo quando em espaços urbanos, exige um conjunto de ações prévias de monitorização da distribuição e status das populações do(s) inseto(s) que possam estar ou vir a causar danos, permitindo elaborar um correto diagnóstico e delinear a solução mais adequada a cada situação específica. Muitas vezes, intervenções precipitadas têm resultados indesejáveis, como sejam a ineficácia dos tratamentos por antecipação exagerada e desencontro com o inseto alvo ou mesmo a inadequação das intervenções e consequentes problemas fitossanitários, usualmente mais graves.

O êxito dos tratamentos fitossanitários depende da adequação do tipo de tratamento ao estádio de desenvolvimento em que a praga que queremos controlar se encontra. É de salientar, que os insetos apenas se tornam pragas quando se altera o seu equilíbrio natural e é este que se pretende readquirir através das intervenções fitossanitárias.

Deste modo, sugere-se que, previamente a qualquer tratamento efetivo, seja levado a cabo um conjunto de trabalhos expeditos de monitorização, que permitam uma melhor adequação das ações a realizar.

Neste documento apresenta-se um conjunto de intervenções que poderão ser levadas a cabo com o intuito de controlar as populações de processionária.

 

Nota: o nome processionária advém do facto de as lagartas se deslocarem umas a seguir às outras lembrando uma procissão.

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