Biologia e Sintomas

Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'. Biologia e sintomas. Fêmeas adultas. Gomos foliares. Ovos, larvas e pupas. Galhas e ramos. Jovens plantas. Galhas verdes. Galhas rosadas. Disseminação. Circulação e dispersão.

Sintomas

O principal sintoma é o aparecimento de galhas, a partir de meados de abril, nos ramos mais jovens, nos pecíolos ou na nervura central das folhas.

As galhas correspondem ao intumescimento dos tecidos e podem medir entre 5 e 20 mm de diâmetro. Têm uma coloração inicial esverdeada que vai passando depois para rosada, tornando-as mais visíveis. Após a emergência das fêmeas, as galhas secam e podem permanecer agarradas à árvore durante 2 anos, sendo também visíveis.

Sintomas [PDF 745 KB]

Biologia

Infeção

A vespa-das-galhas-do-castanheiro apenas tem uma geração anual.

  • Emergência - as fêmeas (nunca foram recolhidos machos desta espécie) emergem das galhas entre final de maio e final de julho.
  • Postura - em junho e julho as fêmeas adultas, que têm um tempo de vida de cerca de 10 dias, depositam 3-5 ovos, por postura, no interior dos gomos foliares, podendo cada fêmea perfazer um total de 100 ovos. Alguns gomos podem conter 20-30 ovos.
  • Eclosão das larvas - ocorre ao fim de 30-40 dias, desenvolvendo-se lentamente durante outono e inverno. Antes de se transformarem em pupas, na primavera, as larvas alimentam-se durante 20 a 30 dias dentro das galhas que aparecem a partir de meados de abril, adquirindo diferentes tonalidades ao longo do seu desenvolvimento.
  • Pupação - pode ocorrer entre meio de maio e meio de julho, dando origem às fêmeas adultas. As pupas são pretas ou castanho-escuras e medem cerca de 2,5 mm de comprimento.
     

A atividade do inseto é favorecida por temperaturas entre os 25-30 °C, diminui para temperaturas inferiores a 15 °C e não apresenta atividade abaixo dos 10 °C.

Disseminação

A circulação de plantas ou partes de plantas das espécies hospedeiras é a principal forma de introdução da praga em novos países onde ela não existe.

A dispersão deste inseto, a grandes distâncias, pode fazer-se através da introdução de ramos e rebentos infestados, contendo ovos ou larvas. A dispersão, a curtas distâncias, pode realizar-se através da circulação de material infestado (ramos ou jovens plantas), do vento ou do voo das fêmeas adultas durante o período em que estão presentes (final de maio a final de julho). A deslocação das fêmeas é favorecida por ventos ligeiros ou através do seu transporte pelas pessoas em veículos ou no vestuário.

O fruto dos castanheiros não representa uma via de dispersão uma vez que nenhuma fase da vida do inseto se desenvolve no fruto e não existe possibilidade de contágio pelas fêmeas adultas (maio a julho), visto que elas não estão presentes no período de colheita do fruto (novembro).

A circulação de material lenhoso e embalagens de madeira não constitui também uma forma de dispersão, devido à ausência de gomos e folhas para a realização das posturas.

Acções do Documento