Controlo e Erradicação

Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'. Medidas de controlo. Zona infestada, zona tampão e zona demarcada. Prospeção e monitorização. Meios de luta. Luta química, luta cultural e luta biológica.
 

Estabelecimento de zona(s) demarcada(s)

 

Na sequência da deteção da presença de Dryocosmus kuriphilus, deverá ser estabelecida uma zona demarcada composta por:

  • Zona infestada: a unidade territorial e administrativa da(s) freguesia(s) na qual a presença do inseto foi confirmada; e
  • Zona tampão: área circundante à zona infestada com um limite de, pelo menos, 15 km para além do limite da zona infestada, delimitada com base nas unidades territoriais administrativas ao nível da freguesia. Nesta zona deve ser feita uma prospeção intensiva com especial incidência nos primeiros 5 km adjacentes ao limite exterior da zona infestada para monitorização da sua eventual dispersão natural.


Sempre que ocorrer a identificação de novos focos, fora das áreas previamente classificadas como infestadas, deverão os limites geográficos das diferentes zonas, ser redefinidos em conformidade.

A delimitação das zonas demarcadas, assim como informação sobre a implementação das respetivas ações de controlo e prevenção, será efetuada através da publicação de Editais e nesta página, bem como nos sítios oficiais da DGAV e das DRAP com zonas demarcadas.

Na sequência da deteção de focos da vespa das galhas do castanheiro e de acordo com o Plano de Ação Nacional para Controlo do inseto Dryocosmus kuriphilus divulga-se a lista das freguesias onde foi identificada a presença do inseto e o mapa das respetivas Zonas Demarcadas.

 

 

Prospeção / Monitorização

 

A prospeção da zona tampão e a monitorização da zona infestada deverá ser feita através da observação visual periódica dos sintomas provocados pela praga (presença de galhas nas folhas e gomos), que deverá incidir sobre os hospedeiros, nos povoamentos (soutos e castinçais), nas árvores dispersas (em jardins, parques, etc.) e nos fornecedores de material vegetal de reprodução, que produzem ou comercializam espécies hospedeiras.

Sempre que numa freguesia for detetada a presença da praga, deve ser intensificada a prospeção nas freguesias circundantes.

Tendo em conta o ciclo biológico do inseto, as ações de prospeção/monitorização devem realizar-se entre abril e julho, altura em que se podem observar visualmente os sintomas (galhas). Durante a restante época do ano, a praga desenvolve-se nos gomos foliares sem manifestar sintomas detetáveis por observação visual, pelo que qualquer inspeção visual se torna ineficaz.

Caso sejam identificadas plantas com sintomas, essa informação deve ser comunicada de imediato à DRAP respetiva ou ao ICNF, I.P. para aplicação das medidas fitossanitárias consideradas necessárias.

 

Meios de Luta

 

Os meios de luta a utilizar no controlo da praga, deverão ser selecionados de acordo com as características e localização das zonas a tratar.

 

Povoamentos (soutos e castinçais) e árvores dispersas (em jardins, parques, etc.)

Luta
Cultural

 Corte das plantas de pequeno porte afetadas ou, no caso de árvores adultas e dependendo da intensidade do ataque, poda sanitária dos ramos afetados, seguida de destruição ou tratamento dos resíduos vegetais, para eliminação do inseto.

 A destruição poderá ser feita através enterramento ou queima e o tratamento através da aplicação de produto fitofarmacêutico autorizado.

Luta
 Biológica
 

 Existe um parasitoide específico, Torymus sinensis, que poderá ser utilizado para o controlo biológico da praga, assente num plano específico de largadas que terá de ser estabelecido após a delimitação da zona demarcada e tendo em conta a sincronização dos ciclos de vida da praga/parasitoide.

 A largada dos parasitoides deve ser efetuada no início da primavera, através da produção de casais em laboratório ou da utilização de galhas parasitadas.

 Trata-se de um meio de luta cujos resultados não são imediatos, pelo que deverá ser igualmente avaliada a evolução da taxa de parasitismo, não podendo assim ocorrer tratamentos inseticidas que prejudiquem o estabelecimento do parasitoide.

Luta
Química

 Na fase de emergência das vespas, com o objetivo de diminuir a população da praga, sobretudo em árvores jovens, de menor porte e em locais onde seja possível a realização de tratamento com produto fitofarmacêutico autorizado.

 Trata-se de um meio de luta que poderá ser incompatível com a luta biológica, pelo que em locais onde estejam a ocorrer largadas ou existam taxas de parasitismo aceitáveis, não deve ser aplicada.

 

Viveiros e fornecedores de material vegetal de reprodução, exceto frutos e sementes

 Destruição  Devem ser destruídos todos os vegetais
  • infestados;
  • com sinais da presença do inseto; e
  • pertencentes ao mesmo lote.
 Circulação 

 É proibida a circulação do material vegetal para fora da zona demarcada.

 O material vegetal das espécies hospedeiras proveniente da zona infestada não poderá circular para a restante zona demarcada (zona tampão).

 

Condições de proteção física adequada contra o inseto Dryocosmus kuriphilus

De acordo com o “Plano de Ação para controlo de Dryocosmus kuriphilus”, inseto conhecido como vespa das galhas do castanheiro, a produção e comercialização, no período de abril a outubro, de material vegetal de reprodução do género Castanea, em locais situados na zona demarcada apenas é autorizada se esse material estiver sob condições de proteção física adequada contra o inseto Dryocosmus kuriphilus. Esses locais devem ser previamente aprovados pelos serviços oficiais. As características mínimas a que devem obedecer as referidas instalações são:

  • O abrigo para produção de plantas, deve ter todas as aberturas protegidas com malha anti-insetos;
  • Tendo o inseto 2,5 a 3,0 mm de comprimento deve ser utilizada uma malha anti-insetos de 10 – 12 mesh (abertura entre 2,00-1,68 mm), adequada para evitar a sua penetração / entrada no abrigo;
  • O abrigo deve ter uma ante câmara de entrada, protegida pela malha acima referida e, se possível, um equipamento que produza um fluxo de ar para o exterior, que funcione sempre que a porta de acesso ao interior do abrigo seja aberta.
  • Armadilhas cromotrópicas amarelas, com cola, devem ser colocadas na zona da ante câmara (pelo menos uma) e na área de entrada do abrigo (pelos menos uma), bem como, na zona envolvente do mesmo (pelo menos três). Essas armadilhas devem ser observadas quinzenalmente de maio a finais de julho.

 

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