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Grupo Operacional do Cancro-resinoso-do-pinheiro

Grupo Operacional do Cancro-resinoso-do-pinheiro
Projeto “Desenvolvimento de estratégias integradas para prevenção do Cancro-resinoso-do-pinheiro (+PrevCRP)”. Porquê este projeto? Objetivos. Beneficiários. Parceiros. Resultados esperados. Financiamento PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020). Parceria n.º 112 / Iniciativa n.º 237 Ação 1.1 Grupos Operacionais promovida pelo PDR2020 e cofinanciada pelo FEADER, no âmbito do Portugal 2020. Coordenação

Porquê este projeto?
O que se pretende?
Quem beneficiará?
Quem participa?
Quais os resultados esperados?
Como é financiado?
Entidade coordenadora
Saiba mais sobre o cancro-resinoso-do-pinheiro

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Liderado pelo ICNF, I.P., o projeto “Desenvolvimento de estratégias integradas para prevenção do Cancro-resinoso-do-pinheiro (+PrevCRP)” é financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), no âmbito do PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020) com o montante total de 447.842,94 € e duração de 48 meses (01/10/2017 a 30/09/2021).

 

Porquê este projeto?

O fungo Fusarium circinatum Nirenberg & O’Donell, causador do cancro-resinoso-do-pinheiro, pode causar mortalidade significativa em pinheiros e danos apreciáveis em Pseudotsuga menziesii, sendo considerado um dos mais importantes agentes bióticos nocivos, afetando plantas de viveiro e árvores adultas. Em 2008, foi detetado em Portugal e confirmada a presença em fornecedores de materiais florestais de reprodução - MFR (plantas, sementes e partes de plantas). Apesar do fungo se dispersar pelo ar, água ou insetos, a principal via de disseminação é a circulação, em particular entre Estados-Membros, de sementes e plantas (incluindo contentores e substratos), pois o fungo pode estar presente sem provocar sintomas, aumentando o risco de dispersão e os danos e prejuízos nas árvores adultas.

A Comissão Europeia estabeleceu medidas fitossanitárias de emergência (Decisão nº 2007/433/CE, da Comissão, de 18 de junho), para evitar a sua introdução e dispersão em novas áreas. Estas medidas implicam a destruição de todas as plantas ou sementes dos lotes infetados (após confirmação laboratorial) e a manutenção em quarentena (2 anos) dos restantes lotes de espécies hospedeiras situadas no mesmo local. Em Portugal, foi publicada a Portaria n.º 294/2013, de 27 de setembro, que reforça as medidas previstas na Decisão.

Estas medidas condicionam a atividade dos fornecedores de MFR nacionais (destruição de milhares de plantas hospedeiras) e poderá limitar o abastecimento do mercado nacional e levar a uma redução da área a arborizar, em particular com pinheiro-bravo, contrariando a Estratégia Nacional para as Florestas.

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O que se pretende?

Este projeto visa atuar tanto ao nível das sementes como das plantas, para minimizar / eliminar o risco de dispersão, implementando metodologias eficazes para o controlo do fungo, com aplicação em larga escala, para poderem ser utilizadas pelos fornecedores de MFR no tratamento de sementes, substratos, contentores e água de rega.

Pretende-se, pois, minimizar os riscos de dispersão deste fungo, em particular em fornecedores de MFR, através da divulgação e aplicação de medidas preventivas assentes no tratamento dos diversos fatores de produção, nomeadamente:

  • avaliar a eficácia de métodos de desinfeção de sementes, substratos, contentores e água de rega, que não afetem a germinação das sementes e crescimento das plantas, e com possibilidade de serem aplicados pelos fornecedores de MFR em contexto real;
  • obter e analisar o desempenho de novos substratos, alternativos à casca de pinheiro, na qualidade das plantas obtidas;
  • aplicar os tratamentos mais eficazes em fornecedores de MFR e avaliar a sua aplicabilidade e impacto na germinação das sementes e na qualidade das plantas;
  • acompanhar o comportamento das plantas no campo (1º ano de plantação) após a aplicação dos tratamentos em viveiro; e
  • divulgar os resultados do projeto (através de um encontro nacional/internacional técnico-científico, folhetos informativos, páginas web dos parceiros e ações de demonstração) e elaborar um Manual Técnico de medidas preventivas.

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Quem beneficiará? 

Fornecedores de MFR (cerca de 250) e, de forma indireta, a fileira do pinho, nomeadamente produtores(as) florestais, técnicos(as) do setor florestal e instituições governamentais.

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Quem participa?  

PARCEIROS DESIGNAÇÃO ABREVIADAS
 Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.  ICNF, I.P.
 Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.  INIAV, I.P.
 Direção-Geral de Alimentação e Veterinária  DGAV
 Associação para a Valorização da Floresta de Pinho  Centro Pinus
 Florgénese - Produtos e Serviços para a Agricultura e Floresta, Lda.  Florgénese
 Instituto Superior de Agronomia  ISA
 Associação de Produtores Florestais do Vale do Sado  ANSUB
 Instituto Pedro Nunes, Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia  IPN
 Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda.  Viveiros do Furadouro
 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro  UTAD
 Associação de Produtores Florestais do Concelho de Coruche e Limítrofes  APFC
 Pombalverde - Produção e Comercialização de Plantas, Lda.  Pombalverde
 A Germiplanta, Viveiros de Plantas, Lda.  Germiplanta
 Biochem Iberica – Químicos Agrícolas e Industriais, Lda.  Biochem

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Quais os resultados esperados? 

  • Minimizar os riscos de dispersão de Fusarium circinatum, contribuindo para o seu controlo e reduzindo o impacto económico negativo que poderá originar, em particular, em fornecedores de MFR.
  • Criar e divulgar um novo processo, a integrar no “itinerário técnico” do atual sistema de produção de plantas florestais, assente na aplicação de medidas preventivas baseadas em tratamentos de desinfeção aplicáveis aos diversos fatores de produção.

 

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Como é financiado?  

Este projeto é financiado no âmbito do  PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020), Área 1 – Inovação e Conhecimento, Medida 1 – Inovação, Ação 1.1 – Grupos Operacionais.

O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) é um instrumento político e um mecanismo de financiamento utilizado pelos Estados-Membros para implementar as políticas de desenvolvimento rural da UE, num território específico. O PDR2020 tem como objetivo apoiar o investimento em explorações agrícolas e florestais, em empresas agroindustriais e na instalação de jovens agricultores, potenciado as condições para aumentar a competitividade.

O Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) é o principal instrumento de financiamento para a implementação do 2º pilar da Política Agrícola Comum, sendo o instrumento financeiro da União Europeia, destinado aos Estados-Membros, para alcançar diversos objetivos europeus de política de desenvolvimento rural, tais como melhorar a competitividade das empresas agrícolas, florestais e agroalimentares, ajudar a proteger a natureza e o ambiente, apoiar as economias rurais e melhorar a qualidade de vida nas zonas rurais. O FEADER financia também estratégias de desenvolvimento local e ações de assistência técnica (projetos do tipo "Leader") e contribui para a realização da Estratégia Europa 2020 através da promoção do desenvolvimento rural sustentável em toda a União, em complementaridade com os outros instrumentos da política agrícola comum, da política de coesão e da política comum das pescas.

Saiba mais sobre o FEADER no sítio do IFAP.

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Entidade coordenadora

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
Dina Ribeiro
Av. da República, 16 a 16B
1050-191 Lisboa
Tel.: (351) 213 507 900
E-mail: dina.ribeiro@icnf.pt

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