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Grupo Operacional +Pinhão

Grupo Operacional +Pinhão
Projeto “+Pinhão – Gestão integrada de agentes bióticos associados à perda de produção de pinhão”. Porquê este projeto? Objetivos. Beneficiários. Parceiros. Resultados esperados. Financiamento PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020). Parceria n.º 52/ Iniciativa n.º 81, Ação 1.1 Grupos Operacionais promovida pelo PDR2020 e cofinanciada pelo FEADER, no âmbito do Portugal 2020.


Porquê este projeto?

O que se pretende?
Quem beneficiará?
Quem participa?
Quais os resultados esperados?
Como é financiado?
Entidade coordenadora.
Saiba mais sobre as pragas que afetam a produção de pinhão.

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O ICNF, I.P. é parceiro do Grupo Operacional “+Pinhão – Gestão integrada de agentes bióticos associados à perda de produção de pinhão” financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), no âmbito do PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020). Liderado pelo Instituto Superior de Agronomia, decorrerá de 1 de fevereiro de 2018 a 30 de junho de 2021.

Porquê este projeto? 

A produção de pinhão é atualmente uma das principais atividades económicas do setor florestal, representando 4-5% das exportações nacionais com um valor de 60-80 milhões de euros por ano e 13,3% do emprego na floresta. O interesse deste setor é notório pelo expressivo aumento de 54% da área arborizada com pinheiro-manso no período entre 1995 e 2010.

Para além do possível aumento de incidência de espécies nativas consumidoras de pinhas, tais como o gorgulho da pinha Pissodes validirostris Sahlberg e a traça da pinha Dioryctria mendacella Staudinger, há uma crescente preocupação com os potenciais estragos causados pelo sugador das pinhas Leptoglossus occidentalis Heideman, presente em Portugal desde 2010.

Apesar desta preocupação, e porque a ação de L. occidentalis não deixa marcas visíveis, desconhece-se qual o verdadeiro impacte na produção de pinhão e quais as fases de formação das pinhas mais afetadas. Desconhecesse também quais os fatores que regulam a dinâmica e distribuição populacional deste inseto e se existem organismos nativos que possam auxiliar no controlo das suas populações. Não existe também uma informação sistemática que permita quantificar o impacte de outros agentes bióticos nocivos na produção de pinhão e relacioná-los quer com as flutuações inter-anuais da produção de pinha quer com fatores climáticos. Neste contexto, é urgente proceder à quantificação do impacte económico atual e potencial de L. occidentalis e de outros agentes. Por outro lado, sendo a produção de pinha em pinheiro-manso um processo longo que demora três anos, urge ainda determinar a relação entre o ciclo fenológico do hospedeiro e os ciclos biológicos dos agentes bióticos nocivos, de modo a determinar-se as fases em risco de ser atacadas e sobre as quais deverá haver ações de proteção numa perspetiva da gestão integrada.

Dado que L. occidentalis não causa estragos visíveis, como referido, e não há armadilhas disponíveis, de momento não existem métodos nem protocolos definidos que permitam a sua monitorização. Quanto às espécies de pragas nativas, a recente descoberta da feromona sexual de D. mendacella, torna possível o desenvolvimento de métodos de monitorização e controlo biotécnico desta praga, criando oportunidades para o desenvolvimento de armadilhas e métodos de controlo específicos, constituindo um dos objetivos de trabalho deste grupo.

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O que se pretende?

Com este projeto pretende-se desenvolver estratégias de gestão integrada de agentes bióticos que afetam a produção de pinha e de pinhão, com destaque para L. occidentalis, visando-se a implementação de tecnologias e processos inovadores de diagnóstico, monitorização e controlo. Em particular, pretende-se:

  • Desenvolver processos de diagnóstico e monitorização que permitam determinar o impacte de pragas na produção de pinhas e pinhão, com destaque para L. occidentalis;
  • Determinar períodos de desenvolvimento da pinha a serem monitorizados e tratados de acordo com o ciclo fenológico da floração/frutificação e os ciclos biológicos das pragas;
  • Desenvolver processos (monitorização, silvicultura preventiva) e produtos (compostos atraentes, armadilhas, inseticidas, auxiliares) de controlo das pragas que afetam a produção das pinhas e pinhão numa perspetiva de gestão integrada.

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Quem beneficiará? 

  • Produtores florestais individuais e associações de produtores com interesse na fileira do pinheiro- manso;
  • Técnicos do setor florestal;
  • Empresas florestais; de prestação de serviços na área florestal e de produtos fitofarmacêuticos;
  • Empresas processadoras da pinha e do pinhão;
  • Instituições governamentais e organismos da administração pública (central e local) ligadas ao setor florestal;
  • Autarquias nas regiões principais de produção do pinheiro- manso;
  • Instituições de investigação e de ensino nas áreas do ambiente, agricultura e floresta e biologia com especial interesse na gestão de espécies invasoras.

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Quem participa?  

PARCEIROS
DESIGNAÇÃO ABREVIADAS
 Instituto Superior de Agronomia / Departamento de Recursos Naturais,
 Ambiente e Território
(Líder)
 ISA / DRT
 Anta de Cima - Sociedade Agrícola, Unipessoal Lda  
 Companhia das Lezírias  CL
 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
 FCT-NOVA
 FLORGÉNESE - Produtos e Serviços para a Agricultura e Floresta, Lda  FLORGÉNESE
 Herdade da Abegoaria - Sociedade Agrícola Lda  
 Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
 ICNF, I.P.
 Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P
 INIAV, I.P
 Pedro Miguel Belo Ramos Courinha Martins
 
 Pedro Sacadura Teixeira Cabral Duarte da Silveira  
 Sociedade Agrícola Monte da Sé Lda.  
 União da Floresta Mediterrânica
 UNAC
 FViveiros da Herdade da Comporta - Produção de Plantas Ornamentais Lda  

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Quais os resultados esperados?

  • Caracterização a nível regional dos ciclos de produção da pinha e dos padrões de evolução temporal;
  • Quantificação dos estragos e prejuízos causados por L. occidentalis e outras pragas com implicações na perda de pinha e pinhão, visando determinar níveis económicos de ataque nos processos de gestão integrada;
  • Identificação dos estádios fenológicos em risco (da floração à frutificação, atendendo a um período total de desenvolvimento da pinha de 3 anos), e definição dos estádios fenológicos da planta a proteger por medidas preventivas ou de controlo;
  • Identificação de potenciais agentes bióticos auxiliares no controlo de L. occidentalis, a ser usados em novos métodos de controlo, como seja estratégias de libertação inundativa ou fomento das populações por gestão de habitat;
  • Estratégias de prevenção da transmissão de doenças por L. occidentalis mediante a identificação das condições suscetíveis de originarem transmissão;
  • Lista de fungicidas e protocolos de aplicação que permitam reduzir doenças transmissíveis por L. occidentalis, em particular D. sapinea;
  • Identificação de Fungos entomopatogénicos com interesse no controlo das populações de L.occidentalis, em especial durante a fase de agregação quando conjugados com atrativos;
  • Armadilhas para monitorização e captura de L. occidentalis e D. mendacella com potencial interesse em estratégias de controlo;
  • Lista de inseticidas possíveis de ser usados para combate a L. occidentalis e sua ficha técnica;
  • Lista de compostos bioativos com ação putativa de atração sobre L. occidentalis, com interesse prático na monitorização e controlo desta praga;
  • Estratégias de silvicultura preventiva e de boas práticas (ex: rega, fertilização e composição arbórea) adequadas à prevenção de agentes bióticos;
  • Folhetos informativos e de um manual técnico-científico para divulgação da informação obtida durante o projeto;
  • Sistema de Avisos contra Agentes Bióticos Nocivos das pinhas - SAFE PINEA.

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Como é financiado?  

Este projeto é financiado no âmbito do PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020), Área 1 – Inovação e Conhecimento, Medida 1 – Inovação, Ação 1.1 – Grupos Operacionais.

O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) é um instrumento político e um mecanismo de financiamento utilizado pelos Estados-Membros para implementar as políticas de desenvolvimento rural da UE, num território específico. O PDR2020 tem como objetivo apoiar o investimento em explorações agrícolas e florestais, em empresas agroindustriais e na instalação de jovens agricultores, potenciado as condições para aumentar a competitividade.

O Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) é o principal instrumento de financiamento para a implementação do 2º pilar da Política Agrícola Comum, sendo o instrumento financeiro da União Europeia, destinado aos Estados-Membros, para alcançar diversos objetivos europeus de política de desenvolvimento rural, tais como melhorar a competitividade das empresas agrícolas, florestais e agroalimentares, ajudar a proteger a natureza e o ambiente, apoiar as economias rurais e melhorar a qualidade de vida nas zonas rurais. O FEADER financia também estratégias de desenvolvimento local e ações de assistência técnica (projetos do tipo "Leader") e contribui para a realização da Estratégia Europa 2020 através da promoção do desenvolvimento rural sustentável em toda a União, em complementaridade com os outros instrumentos da política agrícola comum, da política de coesão e da política comum das pescas.

Saiba mais sobre o FEADER no sítio do IFAP.

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Entidade coordenadora

Instituto Superior de Agronomia
Manuela Branco
Departamento dos Recursos Naturais, Ambiente e Território
Instituto Superior de Agronomia
Tapada da Ajuda
1349-017 Lisboa, Portugal
Telefone: +351 21 365 3382
E-mail:
mrbranco@isa.ulisboa.pt

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Saiba mais sobre as pragas do pinhal-manso

 

Divulgação

  • Parceiros
    • UNAC  - Site oficial do projeto aqui
  • Outras instituições
    • Rede Rural Nacional – informação sobre o projeto aqui

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 2019-01-18

PDR-PT2020-FEADER.png

Acções do Documento