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Gorgulho-do-eucalipto, Gonipterus platensis

Inseto desfolhador que se alimenta das folhas do eucalipto ('Eucalyptus' spp.).

O Gonipterus platensis, também conhecido por gorgulho-do-eucalipto, é um inseto desfolhador que se alimenta das folhas do eucalipto (Eucalyptus spp.). Em Portugal, este inseto é considerado uma praga, tendo sido detetado pela primeira vez, em 1995, no norte do país.

Da sua ação podem resultar significativas perdas de produtividade, podendo mesmo, em casos mais graves, ocorrer uma perda total de produtividade dos povoamentos.

No sentido de minimizar estes efeitos foi elaborado, em 2011, o Plano de Ação Nacional para o controlo das populações de Gonipterus platensis, subordinado aos seguintes objetivos:

  • aumentar a produtividade das plantações de eucalipto, a médio prazo;
  • controlar as populações de Gonipterus platensis;
  • contribuir para reduzir os níveis de dano causados pelo gorgulho-do-eucalipto; e
  • promover a sensibilização e divulgação de informação aos produtores de eucalipto.


Em 2014, uma nova versão deste plano garantia o seu alinhamento com os princípios estratégicos e operacionais incluídos no Programa Operacional de Sanidade Florestal. Para além disso, procedia à atualização de um conjunto de ações face à avaliação feita na altura da distribuição do gorgulho-do-eucalipto e dos graves prejuízos por ele causados. Consagrava um novo horizonte temporal de atuação até 2020, dividido em duas novas fases subsequentes à primeira: uma 2ª fase para os anos 2014-2015 de “operacionalização de ações de controlo”, e uma 3.ª fase para os anos 2016-2020 de “manutenção de ações de controlo”. Esta última fase previa a possibilidade de atualização do Plano sempre que adequado.

O agravamento dos ataques da praga nos eucaliptais nacionais suscitou, entretanto, a necessidade de promover uma intervenção territorial mais alargada e integrada, surgindo, assim, a revisão da 3ª fase publicada em maio de 2019 com o objetivo geral de consolidação do plano, aumentando, assim, a eficácia das ações de controlo. Tal implicou o seu planeamento à escala nacional e subordinado a uma lógica de gestão de risco, bem como uma maior articulação entre as entidades que as implementam.


 

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