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Cancro-resinoso-do-pinheiro

Cancro-resinoso-do-pinheiro - fungo 'Gibberella circinata'/'Fusarium circinatum'
Show or Hide answer O cancro-resinoso-do-pinheiro é causado por...?

Esta doença é provocada por um fungo, a Gibberella circinata Nirenberg & O’Donnell, também conhecido por Fusarium circinatum Nirenberg & O’Donnell.

Show or Hide answer Esta doença só existe em Portugal?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

Não.

Esta doença apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos da América, na Carolina do Norte, tendo sido entretanto detetada noutros países como o Chile, México, África do Sul, Japão, Espanha e Itália.

Este fungo fitopatogénico foi referenciado pela 1ª vez na Europa em 2005, no norte de Espanha, em viveiros de Pinus radiata D. Don e Pinus pinaster Aiton e em povoamentos de P. radiata. Itália foi o segundo país da Europa a reportar a doença, tendo os primeiros sintomas sido observados no norte do País em árvores adultas de Pinus halepensis Miller e Pinus pinea L. no inverno de 2003-2004.

Show or Hide answer Como é que o fungo se propaga?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

O fungo pode propagar-se através do vento, da água, de insetos, das sementes, do substrato e até dos contentores.

No caso de árvores adultas, o fungo precisa de uma porta de entrada que pode ser ramos partidos pelo vento, danos provocados por insetos ou feridas de poda entre outros.

Show or Hide answer Como se pode identificar o fungo?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

O fungo, que causa o cancro-resinoso-do-pinheiro, só pode identificado e confirmado através de análises laboratoriais.

Show or Hide answer Quais as espécies mais afetadas (espécies hospedeiras)?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

As espécies mais afectadas pelo Fusarium circinatum, cancro-resinoso-do-pinheiro, são todas as do género Pinus e a Pseudotsuga menziesii.

No entanto, é importante notar que, dentro destas, algumas espécies são muito suscetíveis enquanto outras são mais tolerantes.

O Pinus radiata é a espécie mais sensível e, das cultivadas no nosso país, o Pinus pinea (pinheiro-manso) parece ser das mais tolerantes.

Não se pode falar de resistência, uma vez que todas elas podem ser infetadas, variando na intensidade dos sintomas e na rapidez da evolução dos mesmos uma vez infetadas.

Show or Hide answer Quais os principais sintomas?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Sintomas do cancro-resinoso-do-pinheiro em:

  • plantas adultas, o mais característico é o aparecimento de exsudações abundantes de resina no tronco e nos ramos, geralmente associados à presença de cancros. Os sintomas na parte aérea incluem o amarelecimento das agulhas, que acabam por ficar avermelhadas e caírem, e a seca de ramos;
  • plantas jovens - manifestam-se através de uma coloração castanha avermelhada das agulhas, encurvamento do ápice, lesões nos caules, exsudações de resina e murchidão; e
  • sementes - não apresentam sintomas. No entanto, o fungo pode estar presente quer na superfície quer no interior da semente.

 

Os sintomas, quer em plantas jovens quer em adultas, não são específicos desta doença podendo ser causados por ataques de outros fungos ou insetos.

Show or Hide answer Qual a melhor época para observar os sintomas?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Em viveiros, as observações devem ser efetuadas pelo menos três meses após a sementeira.

Em povoamentos, os sintomas podem ser observados ao longo de todo o ano, embora seja durante o verão, com as árvores em maior stress hídrico, que os sintomas são mais evidentes.

Show or Hide answer O que fazer ao identificar sintomas suspeitos?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Sempre que sejam observados sintomas suspeitos de cancro-resinoso-do-pinheiro deverá contactar os serviços do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas,  solicitando a visita de um inspetor fitossanitário.

Show or Hide answer Qual a melhor época para recolher amostras para análise?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

As amostras referentes ao cancro-resinoso-do-pinheiro podem ser colhidas durante todo o ano e, sobretudo, se forem observadas árvores com sintomas.

Show or Hide answer Como recolher as amostras?
Cancro-resinoso-do-pinheiro

 

As amostras devem ser recolhidas após observação visual de todo o lote, devendo-se recolher 60 plantas, primeiro as que apresentem sintomas e, perfazendo este número, com plantas sem sintomas, quando necessário.

As plantas devem ser embrulhadas em papel de jornal, colocadas em sacos de plástico que será fechado posteriormente e identificadas.

A recolha das amostras deve ser sempre efetuada por um inspetor fitossanitário.

No caso das sementes, devem ser recolhidas 500, em vários pontos do lote, de forma a que amostra seja representativa de todo o lote.

Show or Hide answer Onde entregar as amostras para análise?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

As amostras, recolhidas por um inspetor fitossanitário do ICNF ou da DGADR podem ser entregues nos laboratórios autorizados a trabalharem com organismos de quarentena.

Neste momento, existem três laboratórios com experiência neste tipo de análises:

    • INRB, em Lisboa;
    • UTAD, em Vila Real; e
    • FCTUC, em Coimbra.
Show or Hide answer Quanto tempo demoram as análises?
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As análises demoram entre 2 a 4 semanas a ser efetuadas.

Show or Hide answer O que acontece quando é detetado e confirmado um foco positivo?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

Sempre que é confirmado um caso positivo de cancro-resinoso-do-pinheiro, o material infetado tem de ser destruído, sendo que, no caso das plantas ou das sementes, todo o lote é destruído.

Depois, procede-se à delimitação de uma área demarcada (o local de produção infetado e uma área envolvente com pelo menos 1 km), onde serão tomadas medidas de controlo e monitorização mais rigorosas.

Todo o material vegetal das espécies hospedeiras não pode circular a partir daquele local pelo período de 2 anos.

Show or Hide answer Em plantas de viveiro, quando existe um foco positivo, por que é necessário destruir todas as plantas do lote?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

O fungo fitopatogénico, que provoca o cancro resinoso do pinheiro, consta, atualmente, da Lista A1 da Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Culturas como organismo de quarentena, pelo que está sujeito a medidas de erradicação.

No caso das plantas de viveiro, a erradicação só é possível se todo o lote for destruído, pois os esporos podem estar presentes mesmo não existindo sintomas.

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