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Qual a espécie? | Macho ou fêmea?

Qual a espécie? | Macho ou fêmea?
Que espécies podemos encontrar | Macho ou fêmea?

 

Que espécies podemos encontrar  |  Macho ou fêmea?

 

Espécies que podemos encontrar

 

Roaz  |  Golfinho-riscado  |  Golfinho-comum  |  Boto  |  Baleia-piloto  |  Grampo/ Golfinho de risso  |

Baleia-anã  |  Baleia-comum  |  Cachalote

 

Roaz - características
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Roaz

Nome científico: Tursiops truncatus

Comprimento: 2 – 4 m (adulto); 0,90 – 1,3 m (recém-nascido)
Peso: 150 – 600 kg (adulto)

Descrição
O roaz-corvineiro [PDF 140 KB] é uma espécie com morfologia muito variável. Apresenta uma coloração geral escura, com os flancos mais claros que o dorso, e parte ventral da metade anterior do corpo também mais clara. Apresenta, em geral, cabeça e corpo robustos.

Curiosidade: o termo "truncatus" significa truncado, i.e. que foi cortado, em alusão ao seu focinho que parece ter sido cortado.

Esta espécie pode ser encontrada em todos os mares tropicais e temperados do planeta, evitando apenas as latitudes mais elevadas. É facilmente encontrada em diversos tipos de habitats costeiros, desde costas expostas, a lagunas, estuários, baías, mangais, recifes e até mesmo a secções mais baixas de rios. Em Portugal, é de realçar a existência de uma população residente desde, pelo menos, a década de 80 do séc. XX no estuário do Sado. Mais recentemente foi identificada uma população residente no arquipélago dos Açores.

É uma espécie muito sociável que ocorre em pequenos grupos (1-10 indivíduos) nas populações costeiras ou em grupos maiores (1-25 indivíduos) nas populações oceânicas, que habitam o mar aberto. Nas zonas oceânicas podem observar-se, excecionalmente, grupos que podem atingir os 500 indivíduos. Por vezes observam-se indivíduos isolados, que correspondem, geralmente, a machos solitários. É frequente associar-se a tubarões, tartarugas-marinhas ou até mesmo a outros cetáceos.

O roaz-corvineiro é um nadador rápido e vigoroso, muito ativo à superfície, efetuando batimentos caudais, saltos e variados movimentos acrobáticos. Efetua mergulhos até 4 minutos, junto à costa, podendo ser mais prolongados ao largo.

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golfinho-riscado - características
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Golfinho-riscado

Nome científico: Stenella coeruleoalba

Comprimento: 1,8-2,5 m (adulto); aprox. 1 m (recém-nascido)
Peso: 90 - 150 kg (adulto)

Descrição
Em termos de dimensão o golfinho-riscado [PDF 114 KB] é muito semelhante ao golfinho-comum, atingindo um tamanho médio de 2,2 m, mas distinguindo-se deste pela coloração do corpo. O golfinho-riscado apresenta uma tonalidade cinzento-azulada na região dorsal e branca na zona ventral. De cada lado do corpo apresenta uma mancha falciforme (como uma pincelada) branca, ou acinzentada, que se estende do olho até à barbatana dorsal. Partindo do olho apresenta ainda uma pequena linha negra que se estende até à barbatana peitoral e outra linha maior desde o olho até à região anal.

Curiosidade: o designatico específico coeruleoalba é a junção de cerúleo, i.e. azul, e alba, ou seja, branco. Alude, assim, ao aspeto lateral destes animais. Stenella significa "estreito".

É uma espécie sobretudo tropical e subtropical, que pode também ser encontrada em águas quentes temperadas. Apesar de preferir águas mais profundas, o golfinho-riscado também pode ser observado em zonas mais costeiras, onde por vezes está associado ao golfinho-comum.

É uma espécie muito sociável que pode formar grupos bastante numerosos, de centenas ou milhares de animais.

O golfinho-riscado é muito ativo saltando com frequência, atingindo por vezes os 7 m de altura, e efetuando acrobacias espantosas. É um nadador rápido que pode mergulhar até aos 200 m de profundidade, permanecendo imerso entre 5-10 minutos. 

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golfinho-comum_caracteristicas
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Golfinho-comum

Nome científico: Delphinus delphis

Comprimento: 1,70-2,40 m (adulto); 80-90 cm (recém-nascido)
Peso: 70-110 kg (adulto)

Descrição
Com um comprimento médio de cerca de 2,20 metros, o golfinho-comum apresenta uma coloração muito característica: a região dorsal é bastante escura (cinzento escuro a negro) e a região ventral é branca. De cada lado dos flancos apresenta uma mancha negra triangular localizada logo abaixo da barbatana dorsal. A parte anterior dos flancos é amarelada e a parte posterior acinzentada.

Curiosidade: delphis significa golfinho, em latim.

O golfinho-comum é a espécie mais frequente na costa portuguesa, podendo ser facilmente observado quando se aproxima da proa das embarcações e as acompanha durante bastante tempo.

É uma espécie muito sociável, que ocorre em grupos numerosos (entre 10-500 indivíduos), variando a dimensão dos grupos de modo sazonal e consoante a altura do dia.

São animais muito ativos que formam grupos cerrados quando assustados. São nadadores rápidos e acrobatas por excelência, executando diversos tipos de saltos (incluindo mortais), chapões na água e muitas brincadeiras com as barbatanas.

Emitem vocalizações diversas, que podem mesmo ser ouvidas acima da superfície.

Os mergulhos podem durar 8 minutos, mas geralmente estão compreendidos entre os 10 segundos e os 2 minutos.

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baleia-piloto_caract
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Boto

Nome científico: Phocoena phocoena

Comprimento: 1,40 – 1,90 m (adulto); 67 - 85 cm (recém-nascido)
Peso: 55 - 65 kg (adulto); 5 kg (recém-nascido)

Descrição
O boto [PDF 157 KB] é o cetáceo mais pequeno que ocorre na costa portuguesa. O comprimento médio dos botos é de cerca de 1,5 m, mas foram já registados vários animais com 1,8 m, sendo o comprimento máximo registado na costa portuguesa de 2,08 m. Ao contrário dos outros golfinhos, a cabeça não possui um bico bem demarcado, e a barbatana dorsal é pequena e nitidamente triangular. A coloração geral é cinzento-escura a negra na região dorsal passando a mais clara na zona lateral e branca na região ventral.

Curiosidade: Phocoena provém do grego e significa golfinho.

O boto é uma espécie tipicamente costeira que apresenta uma distribuição limitada a águas temperadas e subárticas do hemisfério norte. Pode ser encontrado em baías, estuários e zonas costeiras de profundidade inferior a 200 metros. Na costa portuguesa esta espécie pode ser observada com alguma facilidade a partir de pontos altos da costa na zona do Cabo Mondego, na entrada do estuário do Sado e na zona da costa da Galé.
Apresenta um comportamento desconfiado em relação a embarcações. Ocorre geralmente em grupos pequenos (1 a 3 animais), não apresenta comportamentos aéreos (saltos) nem acompanha embarcações e não costuma relacionar-se com outros cetáceos, podendo ser atacado ou morto com facilidade por delfinídeos. Efetua mergulhos baixos (< 80 m de profundidade) que não excedem, tipicamente, os 4 minutos.


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Baleia-piloto

Nome científico: Globicephala melas syn Globicephala melaena

Comprimento: 3,8 – 6 m (adulto); 1,8 – 2 m (recém-nascido)
Peso: 1,8 – 3,5 toneladas (adulto)

Descrição
A baleia-piloto [PDF 118 KB] possui uma característica testa bulbosa, que varia dependendo da idade e do sexo. O corpo é essencialmente negro apresentando manchas dorsais cinzentas ou brancas e uma mancha branca-acinzentada em forma de W ao nível da garganta que se estende até à região anal. As barbatanas peitorais são bastante longas apresentando um cotovelo (mais acentuado com o aumento da idade).

Curiosidade: o nome científico da espécie deriva do latim "globus" que significa "globo" e do grego "kephale" que significa "cabeça", por isso "Globicephala" indica que tem a cabeça arredondada. O designativo específico "melas" ou "melaena" faz alusão à sua cor escura.

Apesar de se considerar uma espécie única, reconhecem-se duas populações distintas, nomeadamente uma no hemisfério sul e outra no hemisfério norte (Atlântico Norte), preferindo ambas águas profundas. Algumas vivem permanentemente ao largo ou junto à costa, enquanto outras efetuam migrações da costa para o largo, consoante a abundância de lulas (presa preferencial).

Os grupos podem chegar às centenas, mas normalmente possuem menos de 50 indivíduos. São muito sociáveis, podendo ser observados, frequentemente, na companhia de roazes. Por vezes, os grupos inteiros permanecem imóveis à superfície, deixando que as embarcações se aproximem bastante. São frequentes os batimentos caudais e saltos quase verticais (estes últimos efetuados geralmente por jovens).

Conseguem mergulhar até cerca de 600 m, mas a maioria dos mergulhos atinge 30-60 m. O seu sopro pode atingir 1 m de altura, podendo ser ouvido, se as condições climatéricas o permitirem.

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grampo_caract

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Grampo/ Golfinho de risso

Nome científico: Grampus griseus

Comprimento: 2,6 – 3,8 m (adulto); 1,3 – 1,7 m (recém-nascido)
Peso: 300 – 500 kg (adulto)

Descrição
O grampo [PDF 154 KB] apresenta uma cabeça globosa e proeminente, sem bico distinto, e um corpo robusto, especialmente a metade anterior, já que o pedúnculo caudal é mais estreito. A coloração do dorso e flancos é relativamente escura (azul-acinzentada a cinzento-acastanhada) e a parte ventral, entre a mandíbula inferior e a zona genital, é esbranquiçada. O corpo tem tendência a aclarar com a idade e apresenta numerosas cicatrizes brancas, especialmente abundantes nos indivíduos mais velhos.

Curiosidade: o designativo específico "griseus" significa grisalho, i.e. com tons de cinza, enquanto "grampus" parece provir do latim "grandis" i.e. grande e "piscis" de peixe, o que significaria, erradamente, "peixe grande".

Os grampos são bastante abundantes, com distribuição ampla, preferindo águas profundas de regiões temperadas e tropicais, onde se alimentam preferencialmente de lulas. Podem ser avistados perto da costa, em redor de ilhas oceânicas e onde haja uma estreita plataforma continental.

É uma espécie muito sociável, ocorrendo geralmente em grupos (3-50 animais), embora já tenham sido observados agrupamentos temporários com várias centenas de indivíduos. Surge frequentemente associada a outros golfinhos e baleias-piloto. Alguns grupos são muito “tímidos”, enquanto outros deixam-se aproximar.

Não é uma espécie particularmente acrobática, embora exiba alguns movimentos e brincadeiras à superfície. Sabe-se que os animais mais jovens saltam, enquanto os mais velhos têm tendência para dar apenas meio-salto, batendo depois com a cabeça de lado na superfície da água. Elevam, por vezes, bem a cabeça para “espiar”, expondo as barbatanas peitorais. Podem dar batimentos caudais e peitorais e fazer “surf” nas vagas.

Os mergulhos duram, geralmente, 1-2 minutos mas podem permanecer imersos durante mais de 30 minutos.

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Baleia-anã

Nome científico: Balaenoptera acutorostrata

Comprimento: 7 – 10 m (adulto); 2,4 – 2,8 m (recém-nascido)
Peso: 5 – 10 toneladas (adulto)

Descrição
A baleia-anã [PDF 112 KB] é a mais pequena e abundante das baleias. A sua coloração é variável, embora tenha, no geral, o dorso e pedúnculo caudal escuros, enquanto a garganta, ventre e parte dos flancos se apresentam claros ou mesmo brancos. As barbatanas são normalmente escuras, com exceção das barbatanas peitorais que apresentam, geralmente, manchas brancas (excetuando-se os animais do hemisfério sul).

Curiosidade: o nome científico Balaenoptera acutorostrata significa baleia com asa (do grego "ptero" que significa "asa") e que tem o rostro, i.e. o focinho, afilado (acuto+rostrata).

Apesar da sua distribuição generalizada, são reconhecidas três populações geograficamente isoladas: no Pacífico Norte, no Atlântico Norte e no hemisfério sul. É frequente entrar em estuários, baías e enseadas, sendo comum, no verão, a alimentação em torno de promontórios e pequenas ilhas.

Forma pequenos grupos (1-3 indivíduos), podendo formar grupos de mais de 100 animais em zonas preferenciais de alimentação. Alguns animais podem mostrar um comportamento curioso e aproximar-se das embarcações, mas na maior parte das vezes é difícil conseguir uma boa observação. Os movimentos debaixo de água são imprevisíveis e podem desaparecer sem deixar rasto.

É uma espécie que nada relativamente rápido e que efetua por vezes saltos num ângulo de aproximadamente 45º, caindo depois a direito com chapão.

Os seus mergulhos apresentam uma sequência típica, com 5-8 emersões para respirar, em intervalos inferiores a 1 minuto, seguidas por um mergulho profundo que dura normalmente entre 3-8 minutos, podendo, no entanto, permanecer imersa durante 20 minutos.

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Baleia-comum

Nome científico: Balaenoptera physalus

 Comprimento: 12 – 22 (máximo 26) m (adulto); 6 – 6,5 m (recém-nascido)
Peso: 20 - 80 toneladas (adulto)

Descrição
A baleia-comum [PDF 130 KB] é o segundo maior mamífero marinho, a seguir à baleia-azul, podendo atingir os 26 m de comprimento. Uma característica facilmente observável é a coloração assimétrica da cabeça, com o lábio inferior, no lado direito, branco e o lado esquerdo uniformemente cinzento. O dorso é escuro, variando entre cinzento-prateado e preto-acastanhado. As suas barbas, constituídas por sedas macias, podem atingir os 70-90 cm de comprimento e uma largura de 20-30 cm, apresentando uma coloração também assimétrica.

É uma espécie mais comum no hemisfério sul e menos comum nos trópicos, podendo, por vezes, entrar nas águas polares. A sua população encontra-se hoje em dia gravemente desfalcada, resultado da intensa exploração pela indústria baleeira nos tempos em que esta espécie era abundante.

É comum vê-la em pequenos grupos (1-2 ou 3-7 indivíduos) podendo reunir-se mais de 100 animais nas áreas de alimentação.

Não evita as embarcações nem se aproxima delas, apresentando um comportamento imprevisível – não se consegue avaliar quando vai emergir ou a que distância. Raramente mostra a barbatana dorsal. É uma nadadora rápida que consegue atingir os 30 km/h, chegando a mergulhar até cerca de 230 m de profundidade. Por vezes salta fora de água, rodando no ar e caindo com estrondo sobre o flanco direito. É comum soprar 2-5 vezes (sopros que surgem como colunas de salpicos muito altas e estreitas, atingindo os 4-6 m de altura), antes de mergulhar durante 5-15 minutos.

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cachalote_caract

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Cachalote

Nome científico: Physeter macrocephalus

Comprimento: 11 – 18 m (adulto) (machos maiores que as fêmeas); 3,5 – 4,5 m (recém-nascido)
Peso: 20 – 50 toneladas (adulto)

Descrição
O cachalote [PDF 153 KB] é um dos cetáceos mais fáceis de identificar no mar. Possui uma cabeça enorme (até 1/3 do comprimento total), com o maxilar inferior muito estreito, e a pele enrugada e horizontalmente estriada. A coloração do corpo é escura, podendo apresentar manchas esbranquiçadas na zona das mandíbulas, focinho e ventre. A barbatana dorsal corresponde apenas a uma pequena crista triangular e arredondada, seguida de uma série de protuberâncias (2-6) alinhadas numa crista que se prolonga até à caudal.

Curiosidade: o nome do género Physeter provém do grego e significa "sopro", enquanto "macrocephalus" significa "cabeça grande". Com efeito, o cachalote tem o maior e mais pesado cérebro do mundo animal.

Apresenta uma distribuição ampla, nas águas fundas (> 200 m de profundidade) de todo o mundo, tanto no largo, como junto à costa. Passam o inverno em águas temperas e tropicais, migrando em direção aos polos no verão, sendo a migração das fêmeas mais limitada. Algumas populações têm residência fixa ao longo de todo o ano.

O cachalote é um animal sociável, podendo encontrar-se em grupos de 2-50 animais e, excecionalmente, em grupos com centenas de indivíduos. Os agrupamentos podem ser só de machos imaturos, de fêmeas e jovens de ambos os sexos, ou de haréns com 10-40 fêmeas e 1 único macho.

Permanece frequentemente em repouso, praticamente imóvel, à superfície, mas pode também deslocar-se a velocidades elevadas quando assustado.

É o campeão do mergulho, podendo atingir mais de 2000 m de profundidade e permanecer imerso durante mais de 2 horas.

 

Macho ou fêmea?

Uma vez que nos cetáceos os órgãos sexuais estão localizados no interior do corpo, como forma de redução do atrito causado pela deslocação na água, e visto não existir dimorfismo sexual, a determinação do sexo nos animais arrojados apenas pode ser efetuada por observação da região genital.

Nos machos a distância entre a fenda genital e o ânus é nitidamente maior do que nas fêmeas.

Nas fêmeas as 2 fendas estão quase juntas (parece existir apenas uma única fenda) existindo de cada lado da fenda genital 2 fendas menores onde se localizam os mamilos.

ilustarcao macho e femeas 2
[Ilustração ® Marcos Oliveira] 

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