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Avaliação da Continuidade Fluvial do Rio Sabor

Avaliação da Continuidade Fluvial do Rio Sabor
Aplicação dos critérios desenvolvidos para inventariação e caracterização de obstáculos em linhas de água.

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O rio Sabor está inserido no SIC Montesinho/Nogueira (PTCON0002) e no SIC Rios Sabor e Maçãs (PTCON0021) e constitui um importante corredor para as espécies piscícolas autóctones, com particular destaque para Achondrostoma arcasi. Estas espécies são particularmente sensíveis à perda de continuidade fluvial devida à presença de obras hidráulicas. Procedeu-se à inventariação e caracterização de infraestruturas potencialmente causadoras de quebra de continuidade fluvial, utilizando a metodologia e os critérios anteriormente desenvolvidos. Procedeu-se ainda à classificação dos potenciais obstáculos utilizando para o efeito um índice de continuidade fluvial desenvolvido na Catalunha. Identificam-se as principais dificuldades de aplicação do índice aos obstáculos existentes no rio Sabor, que eventualmente justificam uma adaptação a potenciais obstáculos com configurações diferentes das consideradas para os rios da Catalunha.

Na sequência do trabalho desenvolvido anteriormente, do qual resultou o relatório “AVALIAÇÃO DA CONTINUIDADE FLUVIAL EM PORTUGAL – Criação das bases para a inventariação e caracterização de obstáculos em linhas de água”, de setembro de 2014, procede-se agora à aplicação a linhas de água da rede hidrográfica portuguesa, das metodologias e critérios desenvolvidos.

Foram escolhidos a Ribeira do Vascão, na bacia hidrográfica do Guadiana e o Rio Sabor, na bacia hidrográfica do Douro, ambos parte integrante de Sítios de Importância Comunitária Rede Natura 2000. A Ribeira do Vascão faz parte do Sítio Guadiana, código PTCON0036 e o Rio Sabor do Sítio Rios Sabor e Maçãs, código PTCON0021 e do Sítio Montesinho/Nogueira, código PTCON0002.

Com a escolha destes dois rios pretendeu-se aplicar a metodologia a situações bastante distintas, para testar a sua adaptação a diferentes realidades.

A ribeira do Vascão foi estudada durante 2014 tendo os resultados desse trabalho sido apresentados no relatório AVALIAÇÃO DA CONTINUIDADE FLUVIAL NA RIBEIRA DO VASCÃO - Aplicação dos critérios desenvolvidos para inventariação e caracterização de obstáculos em linhas de água, de dezembro de 2014.

O rio Sabor é um rio típico do norte de Portugal com caudal permanente, apresentando um troço mais a montante com características de rio de montanha, com elevado número de infraestruturas hidráulicas, a maioria açudes para rega dos terrenos adjacentes e um troço de jusante, menos declivoso e com menos utilização humana, o que se reflete num número mais reduzido de obras hidráulicas.

No entanto, o Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor, cuja construção ficou concluída recentemente, veio alterar esta realidade.

O aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor é constituído por dois escalões. A albufeira criada pelo escalão de montante estende-se ao longo de 60 km, desde a zona da barragem até cerca de 5,6 km a jusante da confluência do rio Maçãs com o rio Sabor, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros. A albufeira criada pelo escalão de jusante, com uma extensão de cerca de 9,6 km, fica compreendida entre as duas barragens, localizando-se no concelho de Torre de Moncorvo.

O presente relatório faz uma descrição de todos os potenciais obstáculos à continuidade fluvial, que foi possível identificar no troço do rio Sabor, desde a entrada em território nacional até à confluência com o rio Maçãs.

Documentos:

 

U.A.: 2017-03-27

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