Aspetos deste percurso.
Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.
Este pequeno percurso permite admirar a paisagem característica das arribas do Douro. Tem como ponto de interesse principal uma cascata com cerca de 60 metros de altura. Para poder desfrutar totalmente deste percurso é imperativo efetuá-lo durante os meses mais chuvosos do ano, ou seja, entre novembro e abril.
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Acesso: a partir da povoação de Lamoso (Bemposta, Mogadouro).
Ponto de partida e de chegada: a partir da estrada, junto às placas do PNDI indicativas do percurso, entra-se num caminho de acesso ao percurso, com cerca de 1,5 km, que também é necessário efetuar a pé. No início do percurso encontra-se um pequeno abrigo de madeira.
Extensão: cerca de 600 m (3,5 km contando com o percurso de ida e volta desde Lamoso). Está previsto um percurso alternativo, mais longo, com ligação a Bemposta.
Duração: cerca de 30 min para o percurso propriamente dito. Contando com o acesso (ida e volta), cerca de 2 horas.
Dificuldade: média / elevada.
Cota máxima: 510 m.
Apoios: abrigo de madeira, painéis informativos e corrimãos.
Breve descrição
A partir do início do percurso, e se caminharmos para leste (no sentido dos ponteiros do relógio), atravessamos inicialmente a ribeira de Lamoso através do pontão pedonal e cerca de 100 m mais à frente descemos em ziguezague pela encosta. Daí avistamos todo o vale da ribeira de Bemposta, com as suas vertentes cobertas de matos de giesta, zimbros Juniperus oxycedrus e azinheiras, regionalmente designadas por carrascos. Observam-se ainda olivais tradicionais e vestígios de azenhas e moinhos.
Acabada a descida, encontramos a ponte sobre a ribeira de Lamoso, de onde podemos observar a vegetação ribeirinha (dominada por freixos - Fraxinus spp.), as escarpas rochosas com cerca de 60 m de altura, e a própria cascata da Faia da Água Alta (durante os períodos mais chuvosos do ano). A partir dessa ponte inicia-se a subida que encerra o circuito pedestre, no seu ponto mais elevado (a 510 m). Além das espécies vegetais já referidas, podem ainda observar-se nesta zona a cornalheira Pistacia terebinthus e o lódão-bastardo Celtis australis.
Quanto à fauna, encontram aqui refúgio a lontra
Lutra lutra e o corço
Capreolus capreolus, bem como o britango
Neophron percnopterus [PDF 157 KB], o bufo-real
Bubo bubo [PDF 178 KB], o grifo
Gyps fulvus [PDF 184 KB] e a gralha-de-bico-vermelho
Pyrrhocorax pyrrhocorax [PDF 151 KB], para referir apenas as espécies mais relevantes.
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