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PR Fojo da Portela da Fairra

Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Trilho do fojo da Portela da Fairra. Percurso pedestre de Pequena Rota, com sinalização convencional, de caráter cultural, natural e paisagístico. Breve descrição. Entidade promotora e responsável pela manutenção do percurso. Sítios úteis. Folheto. Fojo de cabrita. Apicultura e silha. Carvalhais. Trajeto.

PNPG - Fojo da Portela da Fairra PNPG-silha
Fojo da Portela da Fairra e silha, protegendo as colmeias (® António Manuel Sousa).

Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

 

Brochura do Parque Nacional da Peneda-Gerês [PDF 3,3 MB]

Percurso pedestre de Pequena Rota, com sinalização convencional, de caráter cultural, natural e paisagístico.

Folheto [PDF 6,1 MB] e traçado [JPG 398 KB]

Localização: Lugar de Parada, freguesia de Outeiro, concelho de Montalegre.
Acesso: Lugar de Parada (freguesia de Outeiro) – Parada – fojo do lobo – Lugar de Parada.
Ponto de partida e chegada: Lugar de Parada, freguesia de Outeiro. De momento não dispõe de placa de início, apenas marcas de caminho certo.
Extensão: 6 km.
Duração: cerca de 3 h.
Dificuldade: fácil.
Apoios: sinalizado segundo as normas internacionais. Folheto nesta página.
 

Breve descrição

Este percurso permite conhecer a típica aldeia de Parada, na freguesia de Outeiro, observar várias construções de importância arqueológica e etnográfica, nomeadamente algumas fontes e moinhos, um fojo de lobo de cabrita (recinto amplo cercado por um muro de pedra, no interior do qual era deixada uma rês que atraía o lobo que aí era, depois, capturado pela população) e uma silha (construção dentro da qual se colocavam os cortiços das abelhas para os proteger do urso-pardo). Permite ainda descobrir os bosques de carvalho-negral Quercus pyrenaica e de carvalho-alvarinho ou roble Quercus robur do Beredo e do Campesinho.
 
O que é o fojo do Lobo?
Trata-se de uma armadilha usada no passado pelas populações para atrair e matar este mamífero. O lobo-ibérico Canis lupus signatus [PDF 156 KB] tem neste Parque Nacional um dos seus últimos refúgios. Trata-se de uma espécie com o estatuto de proteção de "em perigo" de extinção. Segundo ALVARES, et al (2000), os fojos, na maioria dos casos construídos em pedra, serão, talvez, o símbolo máximo das manifestações culturais a nível ibérico da relação, tantas vezes fatal para o lobo, entre as populações humanas e aquele predador.
"São estruturas cuja construção envolveu um enorme esforço e grande número de pessoas, sendo, também, verdadeiros monumentos de elevado valor etnográfico, cultural e científico." A nível mundial, o norte da Península Ibérica parece ser a região onde existem fojos em maior número e variedade". "De acordo com a sua tipologia e modo de utilização existem 5 tipos distintos de fojos: o Fojo simples; o Fojo de Cabrita; o Fojo de paredes convergentes; o Fojo de alçapão; e o “Corral”. À exceção do fojo simples, com distribuição generalizada, as restantes estruturas distribuem-se maioritariamente nas serras agrestes do nor-noroeste Ibérico, estando, aparentemente, ausentes nas zonas baixas e planálticas mais humanizadas". (in Os Fojos dos Lobos na Península Ibérica. Sua Inventariação, Caracterização e Conservação). 
 
O que é uma silha?
É uma estrutura que protegia os cortiços do apetite por mel do urso-pardo Ursus arctos que vagueou por estas terras até meados do século XVII. As silhas eram construídas com blocos de granito (abundante na região), em parede dupla, com muros ligeiramente inclinados para fora, sendo a fiada superior ligeiramente saída e com altura sempre superior a 2,8 m. No seu interior, dispostos em pequenos socalcos e travados por pedras, eram colocados os cortiços, de forma circular e feitos de cortiça (daí o nome) e cobertos com um telhado de colmo. Algumas das silhas tinham pequenas portas que davam acesso ao interior. As silhas, de forma a favorecer o trabalho e a saúde das abelhas, eram sempre construídas em encostas ensolaradas e abrigadas do vento, voltadas a nascente/sul. Eram construídas perto da água e de vastas extensões de matos formados por plantas melíferas, compostos por urzes Erica spp., carqueja Pterospartum tridentatum subsp. tridentatum, tojo Ulex spp. e giestas Cytisus spp..
 

Entidade promotora e responsável pela manutenção do percurso

ICNF - Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) (ver contactos)
 

Sítios úteis

Câmara Municipal de Montalegre
Turismo do Porto e Norte de Portugal

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