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Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.
Dado não existirem cursos de água doce nem sombras na Berlenga, sugere-se que se acompanhe de garrafas de água reutilizáveis, que possa trazer de volta, e que utilize protetor solar e chapéu.
Pode também obter mais pormenores sobre os percursos consultando a Área Protegida.
Informa-se que o ICNF não se responsabiliza por quaisquer problemas que possam surgir no decorrer dos percursos sugeridos.
No cais de Peniche:
- barco de carreira regular "Cabo Avelar Pessoa" durante a época balnear (maio a setembro); e
- diversas embarcações marítimo-turísticas permitem o acesso à ilha ao longo do ano (certifique-se que estas estão devidamente licenciadas. Saiba quais as empresas autorizadas a exercer atividades de Turismo de Natureza. Consulte aqui a lista de operadores autorizados ao abrigo do PORNB (atualizada a 31-08-2018).

Panorâmica do Bairro dos pescadores e parte da Ilha Velha em dia de nevoeiro (® Cristina Girão Vieira).
A Reserva Natural das Berlengas compreende uma área muito vasta de reserva marinha situada na envolvente do arquipélago. Extensão total aproximada de 9.560 hectares (área terrestre da Reserva - ca. 104 ha; área marítima - ca. 9.456 ha). Trata-se de um arquipélago oceânico composto por numerosas ilhas e rochedos de contorno irregular, com encostas escarpadas, dispostas em 3 grupos:
- a Berlenga;
- as Estelas; e
- os Farilhões-Forcadas.
O arquipélago fica situado na plataforma continental da fachada oeste da Península Ibérica, cerca de 6 milhas para ocidente do cabo Carvoeiro, junto da cidade de Peniche.
Berlenga e Ilha Velha - a ilha Berlenga é a única que pode ser visitada. Apresenta um caráter planáltico evidente, tendo a forma aproximada de um 8 cortado por inúmeras reentrâncias. A interação de algumas falhas geológicas originou o aparecimento das belas grutas e reentrâncias que conferem um perfil peculiar à ilha. A mais importante falha geológica quase separa ao NW da ilha, denominada Ilha Velha, da metade SW que corresponde à Berlenga propriamente dita. A geologia destes ilhéus é dominada pela presença de rochas magmáticas (granitos vermelhos bastante deformados) e metamórficas (gnaisses e xistos). Os grupos das Estelas e da Berlenga são constituídos por rochas graníticas de idade permocarbónica de cor avermelhada ou esbranquiçada. O grupo dos Farilhões é constituído por xistos e gnaisses de idade antemezozóica, afetados por importante fracturação. Pensa-se que as rochas graníticas do arquipélago das Berlengas se terão formado há cerca de 280 milhões de anos, durante a formação de uma importante cadeia de montanhas – a Cadeia Varisca – que na Era Paleozoica se estendia desde o que hoje chamamos de Apalaches aos Urais. Esta cadeia resultou do fecho de um grande oceano e da colisão das massas continentais Gondwana e Laurentia, que o bordejavam. Hoje, os geólogos discutem ainda a verdadeira posição do arquipélago das Berlengas neste contexto geodinâmico.
Forte de S. João Baptista - construído no reinado de D. João IV, recorda-nos o episódio com a esquadra espanhola do almirante Ibarra, em junho de 1666, em que se notabilizou o cabo Avelar Pessoa. Mais tarde, participou em incidentes no decorrer das invasões francesas, bem como nas lutas entre absolutistas e liberais.
Forte de S. João Baptista e farol do Duque de Bragança (® Eduardo Mourato).
Estando situada numa região de intenso tráfego marítimo, o arquipélago das Berlengas, com as suas águas agitadas e frequentes nevoeiros, é um local perigoso para a navegação. Assim, não é de estranhar a existência na Berlenga Grande de um farol.
Planalto do farol - o farol do Duque de Bragança ou farol da Berlenga foi construído em 1840. Alimentado de início por combustíveis líquidos (primeiro azeite e depois petróleo), foi eletrificado em 1926. Desde 1985 que é automático e a partir de 2001 funciona com energia solar. O farol ainda mantém a presença de faroleiros.
Mar das Berlengas - o arquipélago das Berlengas situa-se ao largo de Peniche, a sul do canhão submarino da Nazaré, no limite da plataforma continental e numa região marítima conhecida pela sua produtividade biológica relativamente elevada. Trata-se de uma zona de confluência de faunas de origens diversas, apresentando espécies próprias da orla litoral e outras oriundas do mar alto e que, com menor frequência, chegam à costa continental. Por outro lado, as correntes marítimas ascendentes, com origem em águas profundas, contribuem para a elevada produtividade das águas e para o desenvolvimento de uma fauna aquática que inclui populações com evidente interesse comercial. A riqueza destas águas em peixes e mamíferos marinhos, plantas marinhas e outros organismos marinhos, levou à sua classificação como Reserva Marinha.
O polvo Octopus vulgaris e robalo Dicentrachus labrax (® Luís Quinta).
Peixes - as águas em redor das ilhas do arquipélago ainda albergam grande diversidade de peixes, tais como o robalo Dicentrachus labrax, o sargo Diplodus spp, o pargo Pagrus pagrus e a dourada Sparus aurata, Nos anos 50 do séc. XX era ainda importante local de desova do cação Galeorhinus galeus, chamando-se hoje em dia Carreiro dos Cações ao carreiro onde se dava a desova na ilha da Berlenga. O mero Epinephelus marginatus, espécie de grande valor conservacionista, surge sobretudo nos Farilhões. A riqueza em peixes reflete-se no nome de alguns recantos da ilha, como por exemplo no "Buraco dos sargos".
Mamíferos marinhos - as condições oceanográficas favorecem a ocorrência de uma ictiofauna (i.e. de peixes) abundante e variada, que frequentemente inclui a presença de grandes cardumes de sardinhas (
Clupeidae) e de outras espécies planctónicas (que se alimentam de plâncton), a qual motiva a presença de diversas espécies de mamíferos marinhos, maioritariamente incluídos na Ordem
Cetaceae, nomeadamente o golfinho-comum
Delphinus delphis, o roaz-corvineiro
Tursiops truncatus, o bôto
Phocoena phocoena [PDF 157 KB], o golfinho-riscado
Stenella coeruleoalba [PDF 114 KB], a baleia-anã
Balaenoptera acutorostrata [PDF 112 KB] e o zífio
Ziphius cavirostris [PDF 144 KB].
Cova do Sono (® José Alho) e Carreiro dos Cações (® Cristina Girão Vieira).
Milréu e Buzinas (® José Alho).
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2018-08-31